Opinião
Publicada em 16/11/2020 - 05h18min

Sintonia: o 1º passo

Apenas duas das dez cidades do Alto Tietê optaram pela manutenção dos prefeitos para os próximos quatro anos, em votação realizada ontem, que escolheu democraticamente os chefes do Executivo e vereadores de todo o Brasil: Suzano e Salesópolis. Em Mogi, Marcus Melo (PSDB) terá de disputar o segundo turno com Caio Cunha (Pode) no dia 29.
Milhares de pessoas de toda a região saíram de suas casas em dia ensolarado para cumprir o papel de cidadão, com o objetivo de, ao confirmar na urna os nomes de confiança para a Prefeitura e Câmara, ver sua cidade trilhando, cada vez mais, o caminho do desenvolvimento. Os desafios, como sempre, são muitos, e é assim que deve ser.
Em Mogi das Cruzes, 14 novos nomes assumirão as cadeiras do Legislativo. A renovação de 60% em muito pode estar relacionada à deflagração da Legis Easy, operação do Ministério Público que ainda investiga seis vereadores que cumprem o mandato até o final deste ano. Dos parlamentares investigados por corrupção, nenhum conseguiu se reeleger. São eles: Mauro Araújo (MDB), Antonio Lino (PSD), Diego de Amorim (MDB), Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Carlos Evaristo (PSB), lembrando que os dois últimos sequer tentaram a reeleição.
Um dos clamores da população de várias cidades é em relação à redução no número de vereadores. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, 23 parlamentares ocupam as cadeiras do Legislativo. Com cerca de 450 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Legislativo de Mogi conta com 23 representantes. Isso significa que cada parlamentar representa 19 mil habitantes da cidade. O custo de manutenção da Câmara Municipal para cada morador de Mogi das Cruzes aumentou 10% no último ano. Segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), cada habitante de Mogi paga
R$ 73 anuais para a manutenção do Legislativo municipal. Cada vereador, com seus assessores e gastos parlamentares, custa, em média,
R$ 1.418.471,47 por ano.
Espera-se, assim, que os parlamentares, não só de Mogi, mas de toda a região, justifiquem seus salários. Para a população, de forma geral, o aumento de cadeiras é algo inadmissível, pois trata-se de uma decisão muito distante dos interesses dos públicos. É o momento de resgatar a credibilidade, e isso só será possível com trabalhos, dedicação e, principalmente, resultado. Que as prefeituras sejam bem fiscalizadas. Essas, por sua vez, que se esforcem ainda mais e cumpram todas as promessas feitas. O trabalho em sintonia entre Legislativo e Executivo é o primeiro passo para um Alto Tietê cada vez mais fortalecido e desenvolvido.
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