Editorial
Publicada em 09/01/2021 - 05h16min

Suéller Costa

Responsabilidade

A última semana foi marcada pela expectativa de respostas aos estudos e às autorizações das vacinas previstas para serem aplicadas no Brasil para conter a disseminação do coronavírus, dentre elas a Coronavac, produzida pelo Sinovac em parceria com o Instituto Butantan; a da AstraZeneca, da Universidade de Oxford; e a da Pfizer com a BioNTech, intermediadas pela Fiocruz. As definições ainda não chegaram, e, enquanto 42 países vacinam suas populações, o Brasil não assume um plano de imunização nacional, para garantir um trabalho integrado entre as regionalidades brasileiras.
A expectativa pelas vacinas é grande, e o processo, além de burocrático, é demorado, por isto exige paciência. É importante destacar, por sua vez, que a ciência conquistou o seu espaço, ao apresentar, em menos de um ano, inúmeras possibilidades para conter um vírus invisível, misterioso e devastador. Ainda há muito a se descobrir sobre a Covid-19, que, quando achamos que estamos desmitificando suas peculiaridades, nos surpreende com novas cepas ao redor do mundo. Os resultados oficiais ainda estão em análise, e as respostas demoram a aparecer, porque as vacinas estão em período de aplicação e avaliação. Elas representam a esperança de, ao menos, uma contenção da disseminação de um vírus que ceifou quase 2 milhões de vidas pelo mundo, sendo mais de 200 mil apenas no Brasil.
Na última sexta-feira, Tedros Gebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), sinalizou sobre o andamento da vacinação, e foi sincero ao dizer que, embora esteja em processo de aplicação, os casos continuam aumentando. Nem por isto devemos desacreditar nos imunizantes, mas sim reforçar nossa responsabilidade neste quadro emblemático.
Independentemente da vacinação, cabe às pessoas manterem as medidas de distanciamento social. Seguir os protocolos, que são atitudes simples, é um ato cidadão, de respeito ao próximo, de empatia aos que foram tristemente afetados pela doença e uma obrigação consigo mesmo, a de prezar pela vida. Em uma sociedade, nada se constrói sozinho, a coletividade é essencial em qualquer setor, e, agora, diante de uma crise sanitária de tal magnitude, um trabalho integrado, responsável e consciente não deve ser essencial, e sim, obrigatório.
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