Editorial

O Dia D

12/05/2016 às 06:10
Atualizada em 12/05/2016 às 06:10.
Ontem foi um dia decisivo para a presidente Dilma Rousseff e também para o Brasil. A população acompanhou ansiosa os desdobramentos da votação do processo de impeachment no Senado e do consequente afastamento dela do cargo, por 180 dias. A expectativa concentra-se toda no vice-presidente Michel Temer e nos rumos que o País passará a tomar a partir de agora.
Depois de toda a celeuma envolvendo o caso, inclusive a repercussão da atitude do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, de tentar anular o processo de impedimento da presidente - e cuja medida foi depois revogada por ele próprio diante da ameaça do PP expulsá-lo da legenda -, o que se viu, desde quando começou a ser cogitada a saída de Dilma, foi uma "enxurrada" de recursos sendo impetrados para protelar ou reverter decisões proferidas. O mais recente foi o mandado de segurança que o governo ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar suspender a votação do processo. Enfim, nada que esteja fora da lei brasileira ou que diferencie o que já acontece, por exemplo, em relação aos crimes comuns, julgados à luz do Código Penal.
Em um país que passa por uma grave crise e um bravo período de recessão, com o desemprego batendo nas alturas e a inflação crescente, devido a anos de roubalheira descarada e má gestão, quem é que não viu, nesses últimos dias, quantas brechas existentes na legislação beneficiaram condenados por crimes hediondos ou de natureza política? Vide o caso do ex-deputado Valdemar Costa Neto, que após receber condenação de 7 anos e 10 meses no caso do Mensalão em regime inicial semifechado, passou para a prisão domiciliar (regime aberto) e, recentemente, ganhou a concessão do indulto (perdão presidencial), quando não passa mais a dever nada para a Justiça. Costa Neto cumpria a prisão domiciliar desde novembro de 2014.   
E o que dizer da condenada Suzane von Richthofen, assassina confessa dos pais em 2002, que fora condenada a 39 anos de reclusão? A detenta, que já foi beneficiada com o sistema de progressão da pena de regime fechado para semiaberto, tem direito a cinco saídas temporárias no ano, sendo uma delas a que gerou indignação esses dias: o Dia das Mães.
Definitivamente, há algo de muito podre no reino do Brasil e espera-se, portanto, que o povo não seja vítima de mais uma Justiça injusta. Porque essas brechas sim é que são um golpe certeiro no estômago dos brasileiros.
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