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Juros e impostos

Cedric Darwin
15/03/2018 às 06:10
Atualizada em 15/03/2018 às 06:10.
Essas são as duas principais causas do entrave de nosso desenvolvimento. Os juros não são os da taxa Selic, que embora sejam os mais baixos da história continuam altos. São os juros do sistema financeiro. Não há crédito e o que há é arapuca. Juros de mais de 300% ao ano estão disponíveis em cartões de crédito e cheque especial. Usou, quebrou.
Nada justifica uma taxa mensal de juros acima de 1% num cenário de inflação de 3% ao ano, o que se dirá 300% ao ano. É enriquecimento injusto, imoral e inaceitável. Mesmo diante da gravíssima recessão que atravessa o país, os bancos só aumentam seus lucros, um indicativo de que algo está muito errado. É inadmissível que bancos e financeiras pratiquem uma verdadeira agiotagem legalizada sem que nenhuma providência legal seja adotada. Há empréstimos pessoais que cobram o absurdo de 1.000% de juros ao ano! O que em qualquer país civilizado do mundo seria crime, aqui é legal.
Um sistema bancário concentrado e que faz o que bem entende não contribui para a retomada econômica. É preciso escancarar o mercado financeiro, estimular a competição e garantir crédito mais acessível e civilizado, além de limitar, legalmente a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras. Pequenas e microempresas não têm acesso ao crédito e estão fechando.
Não há papel social no sistema financeiro. É obvio que toda empresa deve ter lucro, mas a lei pode e deve impor limites, especialmente quando o lucro é obtido apenas com juros. O outro vilão é o imposto. Para não aumentar abertamente, o governo usa a Petrobras e aumenta o preço dos combustíveis arrecadando mais impostos.
Impostos sobre a mão de obra desestimulam a geração de empregos de pequenos e microempresários, sujeitos ao mesmo regramento que multinacionais. Não houve retomada do crescimento nem geração de emprego e precisamos de mudanças urgentes em juros e impostos, contrariando o poder econômico e político. Precisamos de uma ruptura urgente e o caminho mais próximo e legítimo são as Eleições de 2018.
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