Editorial

'Fake News'

20/03/2018 às 06:10
Atualizada em 20/03/2018 às 06:10.
As redes sociais se tornaram uma representação da vida real para muitas pessoas, que ali expõem o que comem, para onde viajam, se estão tristes ou não em determinado dia, a família, tudo merece destaque. Além de compartilhar fatos do cotidiano, ali também se reproduzem notícias, nem sempre verdadeiras, que ao alcançar milhares de pessoas se transformam em "verdades".
E é nesse mundo virtual que surgem e ganham força as "fake news", notícias falsas como as recentemente divulgadas contra a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada na noite da última quarta-feira juntamente com o motorista Anderson Gomes. Segundo as "notícias", ela teria sido casada com um traficante, seria associada ao crime organizado e foi mãe aos 16 anos. As informações errôneas sobre a vereadora foram reproduzidas inclusive por uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que ontem disse que se precipitou.
Em Mogi das Cruzes, a administração do prefeito Marcus Melo também foi vítima de notícias inverídicas propagadas nas redes sociais, que foram alvo de críticas na Câmara na sessão ordinária do dia 6. Nunca é demais ressaltar todo o cuidado necessário ao se compartilhar qualquer informação nas redes sociais, avaliando a confiabilidade do site ou de quem divulga o fato, e não se deixando levar apenas pelo que coincide com o seu modo de pensar. Não se pode dar voz a quem queira promover campanhas difamatórias como contra Mariele e tantas outras vítimas de crimes on-line.
O risco também se estende às Eleições, com a tendência que se multipliquem "fake news" a favor ou contra os candidatos até o momento dos eleitores irem às urnas em outubro. Em janeiro, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o combate às notícias falsas seria uma forma de proteção à privacidade e à honra, e não censura. Não se trata de impedir que a circulação de informações que desagradem a uma determinada pessoa, mas coibir a disseminação de inverdades com o mero intuito de favorecer ou destruir a imagem de quem quer que seja.
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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