um outro lado

Com mais de 40 anos de carreira, Luiz Fernando Guimarães não tem muitas novelas em sua longa lista de trabalhos. Dá para contar nos dedos: "Vereda Tropical" e "Cambalacho", ambas dos anos 1980 e algumas participações em outros folhetins ao longo das décadas seguintes. Sua presença mais recente no elenco de uma novela foi em "Cordel Encantado", em 2011, como o personagem Nicolau Brüguel. A trajetória do ator teve início no histórico grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, nos anos 1970, e, na televisão, os caminhos o conduziram a séries e programas de humor, como "TV Pirata", "Os Normais", "Minha Nada Mole Vida", entre outros. Seu último trabalho na TV tinha sido em "Acredita na Peruca", exibido no Multishow, em 2015, em que vivia Eleonora, bem-nascida, mas falida. 
Isso até receber convite para voltar à TV - e justamente numa novela, "O Tempo Não Para", nova trama das sete, que estreou recentemente na Globo. "Realmente, novela é uma coisa que eu não faço, não sou ator de novela, não tenho esse currículo. Fiz no início da minha carreira com o Silvio de Abreu, 'Cambalacho', etc.", admite o ator carioca, de 68 anos, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. "Todo mundo acha que eu não gosto. Sou noveleiro, mas não é em toda novela que me sinto participativo. Quando o Leo (o diretor artístico Leonardo Nogueira) me chamou para fazer a novela, ele me contou a história e me senti completamente dentro. Conheci o autor (Mario Teixeira), me senti livre para colocar meu jeito de interpretar, para não ficar refém."
Há dois meses se dedicando a seu personagem, Amadeu Barone, um viúvo bilionário e solitário, o ator conta que ainda tem poucas informações sobre ele. "Amadeu tem um problema de saúde. Imagino que seja uma doença pulmonar. Ele está sempre cercado por cinco enfermeiras. A novela vai se revelando aos poucos, até para nós. Peguei a novela já meio encaminhada. Quando o Leo Nogueira me chamou, já tinha quase o elenco todo formado. Não tive nenhum workshop, fui tirando conclusões no papo com o diretor, com o autor."
Para ele, o fato de poder trabalhar um personagem solitário, tão diferente dele próprio, o fascinou. "Sou muito comunitário, gosto de muita gente, e achei que seria uma experiência." 
O que se sabe da história de Amadeu até agora é que, quando surge a notícia de que a família de Dom Sabino (Edson Celulari) ficou congelada após um acidente de navio no século 19 e desperta nos dias de hoje, o ricaço acredita que está diante da solução para seu problema - ele planeja ser congelado por criogenia até encontrarem a cura para sua doença misteriosa.

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