Opinião

Povo sem cultura

05/09/2018 às 06:10
Atualizada em 05/09/2018 às 06:10.
Fome, violência e desemprego. O brasileiro parece que se acostumou a viver nessas condições. Aos trancos e barrancos se equilibra em uma corda bamba para conseguir chegar ao fim do mês com parte das contas pagas, pondo na mesa o que é possível comprar com o que sobra, e ainda torcer para não ser vítima da violência. Mas o brasileiro, além de tudo isso, é um povo sem cultura.
Com a destruição quase que total do Museu Nacional no Rio de Janeiro, os habitantes desse país perdem grande parte de sua identidade, forjada durante anos, além de outros objetos históricos, artríticos e científicos, de valores incalculáveis. O brasileiro perde a memória. O Museu Nacional teve dom João VI como um dos seus primeiros colecionadores, desde então, o acervo não parou de crescer e acumulou, até o último domingo, 20 milhões de peças, um inventário maior do que o do Museu Britânico, que tem 8 milhões.
A tragicomédia que anda de mãos dada com o Brasil é digna dos grandes escritores. Voltamos ao ano de 1972, quando o edifício Andraus, na Praça da República, pegou fogo e matou 16 pessoas. Dois anos mais tarde foi a vez do edifício Joelma, na praça da Bandeira, que vitimou outras 191. Somente depois desses estragos é que houve uma melhoria nos sistemas contra incêndio, porém, as chamas de domingo mostraram que o brasileiro se esqueceu do poderio do fogo e o subestimou. O resultado está aí para todo mundo - nesse caso todo o planeta, mesmo - ver.
Já diz o ditado: povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la. Aconteceu mais uma vez. O desastre com a história do Brasil só não virou uma tragédia porque, naquela hora, o museu já estava fechado e não havia quase ninguém no local.
Liberar recursos para ajudar nos trabalhos do museu vai adiantar pouco, é como medicar um cadáver, entretanto, agora todos querem aparecer e alardear para os quatro cantos que o espaço merecia ser melhor equipado. É triste que um povo que precisa se equilibrar para chegar vivo no final do mês, agora seja condenado a viver sem cultura, sem memória.
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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