Opinião

Descrente

Paulo Passos
13/09/2018 às 06:10
Atualizada em 13/09/2018 às 06:10.
Diante da crise político-social que tem assolado o país, deveria a sociedade se mostrar confiante em dias melhores. Principalmente no que diz respeito ao Executivo Federal, vítima de tantos desmandos e falcatruas nos últimos governos, esperava-se do eleitor um ânimo maior do que tem demonstrado.
No entanto, a não ser pelos gritos sem nexos dos fanáticos por uma ou outra agremiação partidária, que esbravejam e arrotam violências contra os eleitos "inimigos", o marasmo que toma conta dos mais politizados - e por isso equilibrados -, soa triste, certifica futuro incerto.
E, o circo de horrores prenunciado pelo horário da propaganda gratuita, ou refletido nos pífios e insossos debates, faz com que, infelizmente, por menos que se queira, se dê razão a esses.
Busque-se com lupas, use-se aparelho auditivo, valha-se dos recursos de tecnologia mais modernos, e o desiludido eleitor não descobrirá plano de governo ou planejamento futuro que acene com saída para os problemas graves que vêm convulsionando a nação nos últimos tempos.
Ao contrário, guiados por marqueteiros, que engessam suas opiniões enquanto tratam de nos vender sonhos os mais irreais, os candidatos se vestem com roupagens indignas dos que primam pelo caráter, vêem em nós, tolos, otários, que seguem o mentiroso canto das sereias.
Pagamento de contas de milhões de endividados; certeza de que o Estado membro por ele governado ostenta baixíssimo índice de violência; encenação, com crianças de tenras idades, sobre necessidade de se armar a população; etc. tem sido o constante das discussões.
Alie-se a isso a fala mansa, a contenção verbal, que, sabe-se bem, não caracteriza esse ou aquele. Enfim, nos empurram produtos estragados, daqueles que não passariam pela avaliação dos institutos de defesa do consumidor.
E, ao término das pelejas verbais, cientes que cumpriram o script como combinado, entre sorrisos se cumprimentam, até se abraçam.
Ao antes esperançoso, resta o ceticismo, a descrença.
É isso, ou estou amargo por demais?
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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