berço mogiano

Fanfarras fazem parte da memória afetiva da cidade

Tradição já existe na cidade desde a década de 1960, com a escola Whashington Luís e Liceu Braz Cubas

Mariana Queiroz*
04/08/2019 às 06:10
Atualizada em 04/08/2019 às 06:10.

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As tradicionais fanfarras e bandas musicais fazem parte da memória afetiva de Mogi das Cruzes. Esse legado vem sendo construído desde das décadas de 1960 e 1970, quando havia as corporações Instituto Washington Luís e Liceu Braz Cubas, na época as mais badaladas da cidade. Mesmo depois de muitos anos, escolas mogianas transmitem essa herança para a nova geração.
Robson Araújo é regente da fanfarra da Escola Estadual Paulo Ferrari, em Jundiapeba, e da banda musical da Escola Estadual Dora Peretti, no Jardim Cintia, e atua nessa área há onze anos. Começou como integrante da fanfarra da escola em que estudava, em 1995. Depois fez curso de regência e foi contratado pela associação de fanfarras e bandas da cidade. A primeira fanfarra em que atuou na regência foi a do Washington Luís, onde permaneceu por sete anos. "Eu era aluno da Escola Estadual Silvia Mafra Machado (Alto do Ipiranga) e lá tinha uma fanfarra. Entrei e passei a me engajar no projeto. O regente começou a faltar nos ensaios, porque estava doente, e por conta disso a diretora queria encerrar as atividades. Foi quando me propus a ser voluntário e fiquei seis meses como regente à frente da fanfarra", relembra.
Em Mogi das Cruzes existe a "Associação Pra Ver a Banda Passar", desde 1994. Ela conta com 24 escolas associadas, com o objetivo de manter a tradição de fanfarras e bandas mogianas, recebendo apoio da prefeitura. Araújo relata que o seu desejo é retomar espaços antigos de Mogi das Cruzes que, no passado, receberam apresentações musicais. "Eu tenho a ideia de realizar eventos nos espaços históricos da cidade, como nas praças São Benedito (Coreto); do Carmo, Osvaldo Cruz (ambas na região central) e no Largo da Feira (Shangai). Tenho certeza de que as pessoas que viveram aquela época vão se sentir muito bem em ver que esses espaços estão sendo reavivados", declara.
As fanfarras fazem parte da história de algumas famílias e muitos integrantes do passado continuam atuando até hoje. "Nós temos um regente que foi aluno do Washington Luis há décadas e hoje ele é maestro de uma das escolas. É muito legal ver um pai e um filho tocando juntos na mesma fanfarra", conta Araújo, que tem sua filha, Rhayssa Nunes de Araújo, 11 anos, como baliza ( integrante que utiliza um bastão e tem a função de atrair a atenção do público) em duas escolas em que ele é regente.
Araújo diz, ainda, sobre a importância da música na construção de caráter do cidadão. "Uma das formas de manter uma criança no caminho certo é por meio da música ou do esporte. Se desde pequeno o aluno for introduzido à música terá, certamente, uma boa formação na vida", ressalta.
* Texto supervisionado pelo editor. 
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