Opinião

Esse ano eu não morro

29/12/2019 às 06:10
Atualizada em 29/12/2019 às 06:10.
Uma campanha realizada pela Prefeitura e São Paulo, e que está sendo veiculadas em meios de comunicação, alerta para os perigos causados pelo trânsito. Embora tenha como pano de fundo a maior cidade do país, o projeto pode ser aplicado em outros municípios, entre eles os que compõem o Alto Tietê.
A grande sacada da peça publicitária surge quando a música "Sujeito de sorte", do cantor Belchior (1946-2017), é tocada. O trecho utilizado para a campanha é "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". Fisicamente tal atitude é impossível, mas a intenção é convidar motoristas e pedestres, que formam o trânsito, na realidade, a não cometer os mesmos erros de antes, em que por muito pouco um acidente mais sério não ocorreu.
Somente em Mogi das Cruzes, até novembro deste ano, 23 pessoas morreram atropeladas, número 27% maior do que o registrado durante o mesmo período de 2018. Em Suzano, o que chama a atenção é que 30 pessoas perderam a vida durante o ano por envolvimento em algum tipo de acidente. São números que, embora pareçam pequenos diante de um universo de, aproximadamente, 570 mil pessoas, que é a soma da população dos dois municípios, assustam perante a agressividade que temos quando estamos atrás de um volante. Tal situação pode ser ilustrada por meio do desenho "Motor Mania", da Walt Disney. Lançado em 1950, o cartoon mostra o personagem Pateta, um pacato pedestre, se transformar em um ser agressivo quando entrar no carro. O filme é uma alusão ao livro do escritor inglês Robert Louis Stevenson (1850-1894) "O médico e o monstro".
Além das mortes e ferimentos, existe também todo o custo financeiro com os acidentes. Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) em 2017 mostrou que o Brasil teve um prejuízo de
R$ 146 bilhões com a quantidade de acidentes de trânsito em 2016.
Fora o fato de deixar famílias enlutadas e vítimas com sequelas, o custo da violência no trânsito deveria ser tornar mais um motivo para a campanha de conscientização e não morrer em 2020.
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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