Brasil e mundo

Rita do Tradef, uma vida marcada pela SUPERAÇÃO

Há 27 anos, Rita de Cássia Ferreira dedica seu tempo e conhecimento ao Trabalho de Apoio ao Deficiente, o Tradef

19/01/2020 às 06:10
Atualizada em 19/01/2020 às 06:10.
Rita de Cássia Ferreira, ou simplesmente Rita do Tradef. Esta é a história da mulher que superou as barreiras impostas por uma poliomielite descoberta ainda na infância e que há mais de 27 anos dedica seu tempo, sua competência e sua vida a ajudar pessoas necessitadas em Mogi das Cruzes.
Hoje presidente do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef), aos oito meses de vida, ainda quando morava em São Paulo, Rita contraiu poliomielite, patologia contagiosa aguda causada por vírus que em casos graves pode acarretar em paralisia nos membros inferiores. No caso dela, a pólio avançou nos quatro membros, fazendo com que seus movimentos ficassem limitados, o que não a impediu de realizar os principais sonhos.
Desde criança com mobilidade reduzida, Rita encontrou em seus pais a força para continuar acordando todos os dias. Foi graças ao apoio familiar, de seu pai Obadias Ferreira, de sua mãe Josephina Grião e de sua irmã mais nova Cláudia Ferreira Alves da Silva, que ela conseguiu, aos poucos, alcançar objetivos tidos como simples para outras pessoas, como estudar e trabalhar. "Qualquer pessoa com deficiência tem seu poder de evolução, mas não é a sociedade responsável por isso, é a família. 80% dessa força vem do apoio da família e eu tive essa base de todos em casa", disse.
Ainda na capital, apesar de todas as dificuldades que uma criança deficiente possuía cerca de 50 anos atrás, Rita conviveu normalmente com outros meninos e meninas sem dificuldades. Isso prejudicou sua aceitação enquanto deficiente, e fez com que perdesse algumas coisas que poderiam ter sido realizadas quando jovem. Ela avalia que, se tivesse vivenciado a realidade de alguma entidade como o Tradef ainda sendo criança, conseguiria se aceitar mais, realizar mais tarefas e ter uma vida melhor desde cedo.
Entretanto, o tempo passou, Rita seguiu sem se aceitar plenamente como deficiente até o primeiro contato com o Tradef. Sua relação com a organização não-governamental (ONG) só teve início em 1993, quando ela se mudou para Mogi e começou a se envolver nas ações do grupo, por meio do voluntariado. Rita conta que, ao chegar na cidade, não encontrou oportunidades de emprego, devido à falta de acessibilidade que havia na época. Por isso, a escolha que mais a agradou naquele momento foi se voluntariar na entidade.
A primeira função de Rita foi como gestora do Tradef. Ainda sem grande experiência no terceiro setor (organizações de iniciativa privada, sem fins lucrativos e que prestam serviços de caráter público), começou a se especializar na área, por meio de cursos que lhe deram conhecimento para ajudar as pessoas com deficiência. Graduada em Artes Plásticas, pós-graduada em Administração e Marketing, ela não encontrou dificuldades em ingressar novamente na vida acadêmica em busca de especializações que lhe oferecessem suporte em relação ao terceiro setor.
Os anos foram se passando, os trabalhos de Rita começaram a dar frutos dentro da entidade até que ela, há quatro anos, assumiu a presidência da ONG, fundada por Iêda Boucault. Apesar de idealizado como uma entidade que fornece apoio a pessoas com deficiência, o Tradef teve evolução tamanha que atualmente o grupo atende pessoas com diversas necessidades, inclusive financeiras.
O avanço da estrutura da entidade acompanhou a realidade do país, que iniciou um movimento visto ao redor do mundo de maior aceitação de pessoas com deficiências em espaços antes restritos a esse público.
Rita conta que sua história pessoal é prova de que houve uma significativa evolução social na aceitação das pessoas com deficiência, visto que antigamente ela mesma sofria muito mais para ser aceita como igual. "Como deficiente, eu gostaria de ter nascido nos dias atuais, porque a aceitação é outra. A gente vê vários casais de deficientes, vê o mercado de trabalho mais aberto. Melhorou muito. Claro que ainda falta muita coisa, mas, sem dúvida, houve uma evolução gigantesca", analisou.
As palavras de Rita são respaldadas por acontecimentos que marcaram sua vida, como as diversas vezes em que ela se dirigia até o prédio da prefeitura para conversar com algum secretário e era obrigada a esperar no hall de entrada, pois não havia acessibilidade para que subisse. "Era constrangedor passar por algumas situações. Hoje está bem melhor", destacou.
Parte da maior aceitação da sociedade às pessoas com deficiência se dá pelos trabalhos como os de Rita, que dedicam sua vida a oferecer um mundo melhor a quem, de fato, necessita.
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