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Perigo oculto

Felício Kamiyama
10/01/2020 às 06:10
Atualizada em 10/01/2020 às 06:10.
Numa manhã chuvosa do dia 7 de janeiro do ano de 1999, Luiz Francisco de Macedo e José Barbosa de Andrade, ambos policiais militares e fardados, a caminho de suas residências, trafegavam pela Avenida do Estado, quando tiveram a atenção chamada por uma grande quantidade de pessoas que olhavam e apontavam para dentro do rio Tamanduateí. No local, ao observarem que uma senhora estava sendo arrastada pela correnteza, ambos buscaram, utilizando os meios disponíveis, socorrê-la.
Sem mensurar os riscos para si, amarrado por uma fina corda, Barbosa conseguiu salvar a vítima, contudo, no momento em que via a senhora ser retirada para fora do leito, a corda que o sustentava se rompeu, vindo o mesmo a cair nas águas lamacentas do Tamanduateí, cujo volume, na ocasião, estava sete vezes maior em função das fortes chuvas e produzindo uma correnteza que dificultaria a sobrevivência do mais exímio nadador. Assim, conduzido pelas águas, sob os olhares impotentes do seu amigo Macedo e das pessoas que assistiam ao episódio, Barbosa submergiu e não mais retornou.
Dentre as explicações sobre os motivos do afogamento do PM, surgiram várias hipóteses, dentre as quais do mesmo, no momento em que tentava boiar, ter sido atingido por objetos sólidos, levando-o a perda dos sentidos e o arrastando para as profundezas do rio. Além de sacos de lixo e garrafas pet, objetos de grande porte, como sofás velhos, pneus, carcaças de veículos e entulhos de construções, rendendo-se às forças das águas, são arrastados pela correnteza e, no caminho, chocam-se com tudo que deparam pela frente.
São fatores ocultos e que potencializam o perigo das enchentes e alagamentos, ambas decorrentes de fortes chuvas, comuns nos meses de dezembro a março. Relatos como pessoas arrastadas por enxurradas, sugadas por bueiros ou carregadas por riachos, ano a ano, infelizmente, se repetem e, em grande parte, frutos de imprudência, pois não há como transitar ou trafegar sobre algo que não se vê e cuja força se desconhece.
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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