Editorial

Solução distante

11/01/2020 às 06:10
Atualizada em 11/01/2020 às 06:10.
A situação delicada da Maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes, que se viu obrigada a suspender parcialmente os atendimentos na quarta-feira passada em virtude da superlotação na unidade, abre uma ferida histórica na questão da saúde pública, cuja cicatrização perdura há décadas. É inconcebível que qualquer município neste país não tenha estrutura física capaz de atender a demanda de um dos serviços mais primordiais da saúde: o acompanhamento de gestantes e o posterior nascimento dos bebês.
Ao contabilizar 59 mulheres para uma capacidade de 38 leitos, a decisão da direção da entidade em suspender as novas internações se justificou na preservação do atendimento àquelas já abrigadas, o que é plenamente coerente. Vale lembrar que em junho de 2017 a mesma reação de interromper os serviços veio dentro de um quadro ainda mais crítico. Na ocasião, a superlotação chegou a 73 gestantes para os mesmos 38 leitos. O problema é crônico e recorrente, e está bem distante de uma solução definitiva.
O projeto para a ampliação da Maternidade existe, mas aguarda a conclusão da reforma do Pronto-Socorro para ser iniciado. Porém, os trabalhos no PS estão atrasados e não têm previsão de entrega. Em setembro do ano passado, estimando 45% de etapas cumpridas na reforma, a direção da Santa Casa admitiu a possibilidade de protelar sua conclusão. A entidade também revelou a perspectiva de reavaliar a ampliação da Maternidade após o início das obras de construção de uma unidade no distrito de Braz Cubas, no final do ano passado.
Na fila de espera da reforma do PS e aguardando a entrega do novo hospital, o que só deverá acontecer em 2022, a alternativa encontrada é a paliativa oferta da Diretoria Regional de Saúde em disponibilizar as unidades de referência de Ferraz de Vasconcelos, no Alto Tietê, e as de São Mateus e Guaianases, na capital, para suprir o atendimento das gestantes de Mogi, além de uma ambulância do Samu para garantir o transporte das pacientes. Para a Saúde, área fundamental no desenvolvimento do país, isso é insuficiente.
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