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Feijão desafia a vida e vence PELo esporte

O mogiano João Souza, ou Feijão, como é mais conhecido, já foi o atleta de tênis número 1 do Brasil e 69 do mundo

12/01/2020 às 06:10
Atualizada em 12/01/2020 às 06:10.
Numa cidade que respira basquete, vizinha de um polo importante de vôlei nacional, um menino de nove anos decide se aventurar em caminhos antes pouco trilhados na região: o tênis profissional. À época, alguns consideravam a ideia uma loucura, um tiro no escuro; para ele, contudo, a possibilidade significava um sonho, que mais tarde viria a ser uma das coisas mais importantes de sua vida, e que faz com perfeição.
Assim começa a história de João Olavo de Souza, chamado pelos familiares de João, pelos amigos de "Jão" e no mundo do esporte de "Feijão". O atleta recebeu a equipe de reportagem do Grupo Mogi News no apartamento de sua mãe, em Mogi das Cruzes, onde passou o último Natal com a família. O tenista contou suas frustrações com o esporte, seus momentos de felicidade e êxtase, além de discorrer sobre seu futuro, que ainda reserva incertezas.
Sempre ligado ao esporte em geral, o começo no tênis foi em 1998, quando, a convite do pai, Milton Soares de Souza Júnior, Feijão foi ao Clube de Campo de Mogi das Cruzes para jogar tênis, apenas como hobby e sem imaginar o que o esporte representaria em sua vida posteriormente.
O interesse pela modalidade foi imediato, mas havia um problema que dividia seu coração: o amor pelo basquete. Fanático pelos jogos da NBA até hoje, já na época, Feijão jogava basquete. Ele conta que era um bom arremessador. Ainda sem a boa estatura que tem hoje - 1,93 metro - a escolha entre os esportes foi natural. Seguiu uma tendência diferente da planejada na infância. "Acho que fiz uma boa decisão sim. Mas quem sabe o que eu ia ser se jogasse basquete, não é? Vai saber se ia estar jogando na NBA agora", brincou Feijão.
Momento áureo
O que não se pode negar são as impressionantes marcas que o atleta conquistou em sua carreira no tênis, em especial em 2015, momento áureo de sua passagem pelo esporte: foi número 1 do Brasil e 69º colocado no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), que elenca os melhores atletas do mundo no esporte.
Antes de alcançar tais marcas, que orgulham tanto o atleta como a sua família, o caminho foi longo. Sua mãe, Maria Ângela Lima, que até hoje sofre quando o filho entra em quadra, teve papel fundamental no começo da carreira dele. Aos 15 anos, já com a certeza do que seguir e ainda sem recursos para se inserir no elitizado esporte, Feijão recorreu às rifas que ela fazia para conseguir competir em outros Estados.
Rifando raquetes antigas, o atleta conseguiu dar início à sua carreira. "Nosso dinheiro era contado para pagar as contas. A gente sempre foi uma família trabalhadora", comentou a mãe de Feijão. "Vendi rifa para as minhas amigas, para que ele fosse viajar. E valeu muito a pena isso. Se tivesse nascido em berço esplêndido, a gente não teria dado tanto valor", completou. Essas histórias marcaram a juventude de Feijão e serviram de base para que, em um futuro não tão distante, ele conseguisse disputar os maiores torneios de tênis do mundo representando o Brasil.
Divisor de águas
Desde a incerteza sobre que caminho trilhar, com sua mãe tendo que fazer rifas para custear as passagens para as competições, muita coisa aconteceu na caminhada de Feijão, até que se chegasse em 2015: "O melhor ano da minha vida", como ele mesmo fez questão de ressaltar.
Logo no começo do ano, chegou ao melhor ranking de sua história, 69º entre todos os atletas de tênis. Para um jogador que lutou para se estabelecer entre os 150 melhores do mundo, chegar a essa marca é um feito inesquecível. E assim foi para Feijão, que viveu momentos de êxtase.
Recorde
Para chegar neste momento de sua vida, o caminho também foi longo. E desta vez longo mesmo, ao ponto de entrar para a história da Copa Davis, evento internacional de tênis masculino e maior competição por equipes no esporte. Foram 6 horas e 42 minutos de partida entre Feijão e o argentino Leonardo Mayer, em Buenos Aires, Argentina, que entraram para a galeria de recordes da competição como participantes da partida mais longa da história. O fim foi frustrante para o atleta mogiano, derrotado no tiebreak do último set por 15 a 13.
Tão longa quanto o histórico jogo foi sua passagem no tênis, onde por mais de 16 anos profissionalmente Feijão vem quebrando recordes, vencendo e perdendo, representando o Brasil, Mogi das Cruzes e, principalmente, orgulhando a quem mais ama.
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