Decisão acertada

A decisão do prefeito Caio Cunha (Pode) de manter o preço da passagem no transporte coletivo de Mogi das Cruzes a R$ 4,50 foi uma decisão acertada. Nem sempre sentar na cadeira mais importante do município é fácil, as responsabilidades são muitas e a qualquer passo em falso chovem críticas para todos os lados.

Não faz sentido reajustar o preço da passagem depois de um 2020 consumido pela pandemia do coronavírus que trouxe ao mundo marcas difíceis de serem apagadas dos livros de história. E embora as concessionárias tenham apresentado um balanço do número de passageiros transportados por dia antes e depois da pandemia, o reajuste não se justifica.

A média de passageiros transportados nos dias úteis de dezembro foi de 77.575. Durante este período de pandemia estão em operação 81 linhas municipais. A operação completa é feita por 223 ônibus. Antes do início da pandemia, com base no dia 9 de março, foram transportados 142.603 passageiros em 85 linhas.

Ou seja, caiu pela metade o número de passageiros no transporte coletivo da cidade. O valor da tarifa ônibus permanecerá em
R$ 4,50, sendo que os estudantes pagam
R$ 1,87. O anúncio da manutenção do valor foi feito após uma reunião entre o prefeito e representantes das concessionárias.

"Este não é o momento para aumento na tarifa de ônibus. Estamos passando por uma crise econômica que impacta diretamente a vida das pessoas e não seria justo mais custos para os trabalhadores. Foi uma negociação dura, mas as empresas entenderam a situação", afirmou Caio Cunha na reunião.

Outras cidades da região cujos prefeitos estão iniciando o mandato também deverão passar pelo mesmo dilema: as empresas batendo na porta querendo aumentar os preços, mas é importante lembrar que os prefeitos estão sentados na cadeira de mandatários dos municípios. Precisam sempre pesar os dois lados, mas o lado da balança que deve sempre pender é o do cidadão comum, muitas vezes desempregado ou que gasta boa parte de sua renda com o transporte público. Não é hora de reajustar nada, é hora, sim, de tocar para frente, colocar a casa em ordem e se a situação melhorar haverá tempo suficiente para promover os reajustes necessários, mas a partir de 2022.

Deixe uma resposta

Comentários