Prévia eleitoral

Os protestos contra as ações do governo - ou a falta delas - começam a pipocar pelo país. Na manhã de ontem, por exemplo, um grupo de proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes, academias e eventos promoveu uma carreata em Mogi das Cruzes para reclamar contra a entrada da cidade na fase vermelha do Plano São Paulo - autorizada pelo governador João Doria (PSDB) - de restrições econômicas durante os finais de semana e no período noturno.
Os empresários estimam que a medida possa provocar o fechamento de até 40% dos estabelecimentos e desencadear uma nova onda de desemprego. O protesto reuniu mais de uma centena de veículos e foi bater à porta do prefeito Caio Cunha (Pode) em busca de apoio. Ao movimento juntaram-se a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomercio). As entidades reiteram que as regras do governo estadual prejudicam integralmente o setor.
Outro movimento que está tirando o sono de muita gente, principalmente o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é a possível greve dos caminhoneiros agendada para o dia 1° de fevereiro, próxima segunda-feira. Insatisfeitos com a atual política do governo federal, que, segundo eles, não cumpriu o acordo formalizado em 2018, quando pararam o país durante dez dias e provocaram o desabastecimento de vários setores essenciais, os caminhoneiros ameaçam nova greve.
Naquela ocasião, a categoria foi uma das principais apoiadoras do então candidato Bolsonaro, mas viu as suas reivindicações se esvaírem com o tempo ou permanecerem travadas no Supremo Tribunal Federal (STF). Propostas como a criação de uma tabela nacional de fretes e a redução nas tarifas de pedágio não foram cumpridas até hoje. Por fim, os constantes aumentos no preço do diesel dificultaram ainda mais a vida dos profissionais e empresas de transporte.
O fato é que, independentemente dos reflexos da pandemia de coronavírus que podem trazer fatores que interfiram no processo, 2021 promete ser uma excelente prévia do que vem por aí nas eleições para presidente e governador do próximo ano. É esperar para ver.

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