Fora da zona de conforto

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Em "Nada Será Como Antes", Bruna Marquezine fala das suas dificuldades de viver um papel sensual - FOTO: Isabel Almeida/CZN
Aos 21 anos, Bruna Marquezine pode quase ser considerada uma veterana na tevê. A atriz, que interpreta a sensual Beatriz de "Nada Será Como Antes'', estreou em "Gente Inocente'', em 2002, e ganhou notoriedade quando deu vida à sensível Salete de ''Mulheres Apaixonadas'', ainda aos sete anos. De lá para cá, ela quase não teve descanso da Globo. Foram anos perfilando mocinhas e tipos mais doces.

Hoje, mesmo já tendo atuado em papéis mais maduros - como em ''Salve Jorge'', "Em Família'' e "I Love Paraisópolis'' -, Bruna se espanta ao se ver como o ''mulherão'' da trama de Guel Arraes e Jorge Furtado. A atriz garante que enxerga a importância desse trabalho, mas afirma que não quer classificá-lo como um divisor de águas na sua carreira. "Acho que o ofício do ator é contínuo. Cresci e meus trabalhos vão acompanhar. O principal desse projeto é que saio um pouco da zona de conforto de mocinha'', diz, com ar de maturidade.

Em ''Nada Será Como Antes'', Beatriz é filha de uma empregada doméstica do interior que vai para a cidade grande atrás de uma oportunidade de emprego. "Ela é uma mulher forte, espontânea, à frente do seu tempo. Ela prioriza a diversão e o prazer'', define. Ambientada na década de 1950, a trama conta o início da história da tevê no Brasil. Depois de conseguir um emprego como dançarina e cantora na boate, Beatriz começa a namorar com Otaviano, papel de Daniel de Oliveira. Sócio da fictícia TV Guanabara, ele promove a namorada ao posto de grande atriz. ''Além da carga dramática da série, poder ver como tudo começou na minha profissão foi enriquecedor'', celebra.

O convite para estar na série partiu do diretor, José Luiz Villamarim. Bruna conta que ainda finalizava as gravações de ''I Love Paraisópolis'' quando recebeu a sinopse. ''O ritmo de uma novela pode ser desgastante, são muitas horas. Eu estava exausta e o convite me deu um ânimo extra'', lembra. Empolgada com a personagem, ela disse ''sim'' para o diretor, mas confessa ter ficado com receio. ''Tinha dúvida se estava preparada, se era capaz. Achava que ela era muito 'mulher' para mim'', conta. Mulheres como Marilyn Monroe e Leila Diniz foram suas maiores referências. ("Nada Será Como Antes", Globo. Terças-feiras, às 22h30).

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