Economia é a palavra chave nesta Páscoa em toda a região

Local ficou alagado depois de receber grande quantidade de chuva em um dia
Local ficou alagado depois de receber grande quantidade de chuva em um dia - FOTO: Wanderley Costa/Secop Suzano
A uma semana da Páscoa, os supermercados da região ainda possuem os ovos de chocolates nas prateleiras, no entanto o produto está até 10% mais cara do que o ano passado. Os preços variam de R$ 9,99 e podem chegar até R$ 90 entre os mais tradicionais, principalmente aqueles com personagens de desenhos animados ou que contenham brinquedos. Para driblar os altos preços, muitos consumidores optaram por fazer os chocolates em casa, ou encomendar os doces caseiros, que também é uma alternativa para economizar.

Em uma loja de departamentos, no centro de Suzano, clientes disputavam o espaço onde estavam as formas de ovos e das barras de chocolate. O local onde os ovos de Páscoa foram expostos para a venda não receberam atenção.

A atendente Helenice Cota, de 32 anos, encontrou uma alternativa que ela considera divertida para as crianças e vantajosa para o bolso dela. "Dá para comprar a barra de chocolate e fazer os bombons em casa mesmo. As crianças gostam e se divertem", contou. "Mas para aqueles que não têm condições, uma boa saída também é procurar os ovos mais baratos. Hoje, não precisa comprar marcas famosas, tem os chocolates que não são tão caros, mas que apresentam uma qualidade muito boa", sugeriu.

A nutricionista Emily Ramos, 21, também vai se aventurar com a produção de ovos caseiros para presentear a família. Ela garante que, dessa forma, vai economizar, pelo menos, R$ 50. "É fácil para fazer em casa e ainda tem cursos gratuitos. Geralmente, costumo presentear de sete a oito pessoas da família com os ovos de chocolates", contou.

Para quem faz os doces em casa, as encomendas estão a todo vapor. A autônoma Sandra Júlio, 58, conta que já tem as clientes fixas, mas diante dos preços altos do mercado tradicional, a expectativa é que receba mais encomendas. "Os preços dos ovos de páscoa estão pesados neste ano e fica difícil economizar", observou, "mas, ainda assim, os caseiros são mais baratos", completou.

A autônoma Suzi Cardoso, 49, já estava comprando barras de chocolate para derreter em formas de ovos para a produção caseira. "Já tenho chocolates encomendados para a Páscoa. Os industrializados estão muito caros", avaliou. "Mesmo assim, os caseiros, além de mais gostosos, são mais baratos que o mercado", definiu.

COMéRCIO ESPERA CRESCIMENTO DE ATé 10% NAS VENDAS DOS OVOS

A expectativa do comércio é que o faturamento cresça de 5% a 10% na região, em relação ao feriado da Páscoa do ano passado. A gerente de uma loja de departamentos de Suzano, Cristina Ferreira, conta que a busca por ovos deve aumentar nesta semana. "As pessoas ainda não estão comprando. Isso deve acontecer nesta última semana porque é o período em que o preço cai".

Cristina também está otimista com as vendas, mesmo com o aumento nos preços. "Neste ano, esperamos um crescimento de 10%. Isso porque a Páscoa, no ano passado, caiu dia 27 de março. Este ano será num período melhor, dia 16 de abril, quando já passou o período de volta às aulas e as pessoas tem um dinheiro a mais, já que não tem gasto em abril", avaliou. "Apesar da crise, acredito que este ano será melhor", definiu a gerente.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Itaquaquecetuba (Acidi), Luciano Dávila, também espera um faturamento maior. "Acredito que a Páscoa venha a ter um crescimento, pois o comércio e a economia começaram a aquecer. Sei também que os pais não vão deixar de comprar, pelo menos, uma lembrancinha para cada filho", revelou.

Para o diretor da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Cláudio França, a expectativa é que as vendas cresçam, aproximadamente, 5%. Ele também é proprietário de um comércio que oferece formas e chocolates. "As pessoas estão descobrindo que é razoavelmente fácil fazer ovos de páscoa. Além disso, é mais barato e saboroso", avaliou, lembrando que os ovos caseiros não tem tanta gordura, o que é necessário nos produtos que vão ao mercado, para evitar que derretam.

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