Britânico critica defesa da Rússia ao regime sírio

Johnson ressaltou que objetivo é se reunir com aliados e conseguir cessar-fogo
Johnson ressaltou que objetivo é se reunir com aliados e conseguir cessar-fogo - FOTO: Divulgação
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou ontem que não visitará Moscou nesta segunda-feira, como estava previsto, ao indicar que "deplora" a defesa russa do regime de Bashar al-Assad, por causa do ataque com armas químicas cometido na Síria. Em comunicado divulgado ontem pelo Foreign Office, Johnson afirmou que "os eventos na Síria mudaram a situação de maneira fundamental".

O ministro explicou que sua "prioridade" agora é "continuar os contatos com os Estados Unidos e outros aliados" a fim de construir um "apoio internacional coordenado para [conseguir] um cessar-fogo no terreno e um processo político intensificado". "Deploramos a defesa contínua da Rússia do regime de Assad, inclusive depois do ataque com armamento químico contra civis inocentes", afirmou o chefe da diplomacia britânica.

Johnson pediu à Rússia que fizesse "o possível para obter um acordo político na Síria" e que trabalhasse "com o resto da comunidade internacional com o objetivo de assegurar que os eventos impactantes da semana passada não voltam a se repetir". Neste comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores britânico, o político indicou que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, "visitará Moscou como estava planejado e, após a cúpula do G7, poderá transferir uma mensagem clara e coordenada aos russos".

Mais de 70 pessoas morreram na última terça-feira na Síria após um bombardeio aéreo com armas químicas contra a cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib, entre elas muitas crianças. Os Estados Unidos responderam ao ataque com um bombardeio aéreo de 59 mísseis, sem consulta prévia da ONU, o que abalou as relações com a Rússia.

Repercussão 

A decisão dos Estados Unidos não responde a uma estratégia no Oriente Médio, mas é uma tentativa de demonstrar força aos oponentes, disse ontem a porta-voz da Diplomacia russa, Maria Zakharova. 

No mesmo dia, pelo menos 15 civis morreram por bombardeios que supostamente pertenciam à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, perto da cidade de Al Raqq.

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