Manifestantes incendeiam 10 ônibus durante protestos

Mascarados atearam fogo em veículos do transporte coletivo no Rio de Janeiro
Mascarados atearam fogo em veículos do transporte coletivo no Rio de Janeiro - FOTO: Vladimir Platonow//Agência Brasil
Pelo menos dez ônibus foram incendiados no centro do Rio de Janeiro durante as manifestações que ocorreram ontem na cidade e no País como parte da greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Um ônibus foi incendiado na Cinelândia, e pelo menos quatro na Lapa, região central da capital fluminense. Não há informações sobre feridos. A polícia tentou dispersar os manifestantes, muitos deles mascarados, com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.

O protesto principal, que ocorreu na Cinelândia, foi retomado após ser interrompido por cerca de meia hora por ação da polícia, que usou gás lacrimogêneo para tentar dispersar a manifestação. As bombas atingiram inclusive o palco onde lideranças políticas, sindicais e estudantis se preparavam para discursar. 

Até as 18h20, a situação na Lapa não havia sido controlada pela polícia.

Em várias cidades do País, trabalhadores de diversas categorias participam da greve geral convocada pelas centrais sindicais, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. Na maioria das cidades, o transporte público - metrô e ônibus - não funcionou e as escolas e agências bancárias estão fechadas. Os manifestantes protestam com bloqueios de vias e rodovias.

São Paulo

Ônibus, trens e a maioria das linhas de metrô ficaram parados ontem. Apenas um pequeno trecho da malha metroviária paulistana, a Linha 4 Amarela, que liga a Luz, na área central, até o Butantã, na zona oeste, funcionou durante a manhã. Os serviços do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltaram a funcionar parcialmente na capital no início da tarde,

O comércio abriu as portas na cidade. E algumas das principais vias da cidade foram bloqueadas por atos de protestos.

As linhas de ônibus urbanos também ficaram paralisadas e apenas pequenos ônibus coletivos fizeram percursos curtos dentro dos bairros periféricos. Na zona sul da capital paulista, diversos passageiros se reuniram no terminal do Grajaú, que não tem ônibus. O mesmo ocorreu na estação Corinthians Itaquera onde os trens do metrô não circularam.

Grupos de manifestantes bloquearam vias da capital, formando barricadas com pneus, que foram queimados. Policiais da tropa de choque da Polícia Militar e bombeiros apagaram focos de incêndio. Alguns pontos da cidade que ficaram bloqueados foram a avenida 23 de Maio, uma das principais ligações entre o centro e a zona sul, a avenida Tiradentes, que une a área central à zona norte, e também a Marginal do Tietê na altura do Terminal Rodoviário, além da avenida Ipiranga, no centro.

Houve bloqueio também no Km 15 da Rodovia Anhanguera e o trânsito foi interrompido. Houve confronto entre policiais e manifestantes. A PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a manifestação. Os aeroportos de Congonhas e de Guarulhos funcionaram normalmente e não houve interrupção dos voos.

Pelo menos 16 pessoas foram presas até as 10 horas na capital paulista.

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