Exercícios físicos são aliados para prevenir várias doenças

Adoção de estilo saudável e dinâmico tem transformado o dia a dia das pessoas
Adoção de estilo saudável e dinâmico tem transformado o dia a dia das pessoas - FOTO: Erick Paiatto
A prática de esportes pode ser grande aliada na prevenção de doenças como hipertensão, osteoporose e até diabetes. O alerta é do educador físico e coordenador técnico da Academia Olímpia, em Mogi das Cruzes, Robson Palmeira. O profissional conta que tem notado resultados positivos em alunos que fazem parte desse grupo de risco. Ele ainda assegura que essas pessoas podem e devem praticar atividades físicas, desde que tenham o acompanhamento de um especialista.

A Academia Olímpia também recebe o público que tem restrições e necessita de um cuidado especial ao receber tarefas aeróbicas ou algum outro tipo de exercício. "No caso dos hipertensos, por exemplo, não trabalhamos com repetições muito longas. Mas o hipertenso pode fazer musculação, sim. Só precisa tomar cuidado com alguns tipos de exercícios e a forma que faz", explicou. "Ele tem que evitar os exercícios estáticos, porque aumenta a pressão cardíaca. E é importante fazer o intervalo um pouco maior entre um exercício e outro, porque assim dá tempo de o organismo se adaptar à atividade".

Robson ainda destaca a importância da prática de exercícios para a redução de doses de medicamentos, como já presenciou. "É gratificante para nós ver a evolução das pessoas. Eu tinha um aluno que não conseguia nem andar na esteira, pois tomava medicamentos muito fortes. Hoje, ele até corre. E é possível ver a evolução dele a cada dia. É gratificante para nós", contou.

Além da qualidade de vida e melhor condicionamento físico, o personal trainer conta que já presenciou casos de alunos que tem a dose de medicamentos reduzida e ainda têm aqueles em que os remédios são suspensos, já que as atividades físicas trouxeram melhorias para a saúde. "Eles ficam felizes e fazem questão de contar que, atualmente, conseguem fazer coisas que antes não conseguiam. São tarefas simples como subir uma escada e se sentir ofegante. Hoje ele sobe uma escada sossegado, brinca com o neto e o pega no colo; o que era um desafio, porque haviam restrições", relatou. "Com a musculação e atividades físicas, ele consegue curtir mais a família e os passeios, o que para nós são coisas simples e, para eles, são avanços muito grandes. Só de eliminar um medicamento já é gratificante para nós também", disse, destacando que os primeiros resultados podem surgir a partir dos três meses de atividades, desde que haja disciplina e frequência de, pelo menos, quatro vezes por semana.

Palmeira também alerta para a importância de procurar um profissional e aponta os riscos para a prática de esportes por conta própria, sem a orientação de um especialista. "Essa atitude garante a segurança da saúde. Se a pessoa é hipertensa e pensa que pode se virar sozinha e já treina é um risco. Precisa de um profissional qualificado por trás disso para acompanhar e orientar, direcionando o melhor caminho e não agravar ainda mais o que ela tem", frisou. "O que eu destaco é o que sempre digo para os alunos, que é procurar a orientação de um profissional qualificado. Nunca fazer por conta ou por orientações através da internet, porque na internet cada um escreve o que quer", finalizou.

APOSENTADO TROCA SEDENTARISMO E DEPRESSãO PELA ACADEMIA

O aposentado Geraldo Kenji Tsuji, de 58 anos, é um exemplo de superação e vida saudável. Há quatro anos, ele foi diagnosticado com hipertensão e diabetes do tipo 2, além ter 12 quilos a mais por conta da vida sedentária que levava.

Depois de iniciar a prática de exercícios físicos regularmente, tornou-se outra pessoa, com mais disposição e uma saúde de ferro.

Além da reeducação alimentar, Tsuji teve que mudar sua rotina da televisão para a academia. Ele garante que foi a melhor escolha. "Segui rigorosamente as orientações médicas da nutricionista e do professor, cujo resultado pude observar já em 12 meses, aproximadamente", contou o aposentado, que é orientado pelo educador físico Robson Palmeira na Academia Olímpia. "O benefício foi substancial e muito mais rápido do que eu esperava. Após esses 12 meses, fiz outra avaliação com o endocrinologista e meu diabetes, de forma impressionante, estava controlado", relatou.

Tsuji lembrou que, quando deu início às atividades físicas, a glicose dele media 500 e causava muitos desconfortos como visão embaçada, cansaço excessivo e dores no corpo. "Após um ano, eu já estava com glicose entre 170 e 180. Dois anos depois, controlei por completo. Somente com reeducação alimentar não era possível. As atividades físicas foram fundamentais", contou. "Antes, eu não aguentava andar dois quilômetros. Hoje, corro oito. E acordo com um ânimo espetacular".

Antes dele descobrir a vida na academia, Tsuji lembra que sentia muito desânimo e que estava entrando em uma depressão pós-aposentadoria.

Por isso, além de a prática de atividades trazer mais saúde para seu corpo, também se tornou uma terapia e trouxe qualidade de vida, autoestima e bem-estar psicológico, como ele mesmo definiu.

"Tem ainda a qualidade de sono e a moderação de apetite. Eu tinha compulsão para comer muito carboidrato, alimentos ricos em glicose e gorduras. Hoje não sinto mais, em função da atividade física que dá a sensação de saciedade. As gorduras abdominais foram substituídas por músculos".

Tsuji ainda fez questão de deixar uma dica: "Eu aconselho as pessoas que estão na minha faixa dos 60 anos, que estão em condição sedentária a procurarem uma academia, porque nunca é tarde. Eu comecei, praticamente, com 55 anos. O resultado é muito rápido. Muitos não acreditam que nessa idade não seja possível, mas conseguem, sim. Basta ter disciplina. E aquela ideia que está no consciente coletivo, de que é muito sofrimento fazer atividade física, não é verdade. Pelo contrário, é muita satisfação e se torna até diversão". (F.F.)

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