Protesto pedirá justiça para jovem assassinada em 2013

Ex-marido será julgado pela morte de Keila Jane
Ex-marido será julgado pela morte de Keila Jane - FOTO: Divulgação
Familiares da mogiana Keila Jane dos Santos, de 23 anos, assassinada a facadas em 2013, em sua residência, no distrito do Quatinga, farão um protesto no próximo dia 24 de abril, às 14 horas, no largo do Rosário, no centro de Mogi das Cruzes. O objetivo é relembrar a tragédia e pedir que seja feita justiça.

No dia seguinte, 25, o ex-marido da vítima, Ednilson Toledo Castilho, acusado de ter cometido o crime, vai à júri popular. O julgamento está previsto para às 13 horas e será realizado no Fórum de Mogi das Cruzes.

O caso ocorreu em 17 de outubro de 2013. Conforme noticiado pelo Grupo Mogi News, a jovem foi assassinada com, pelo menos, sete golpes de faca na casa em que morava com os três filhos na rua João José de Araújo. As crianças presenciaram o homicídio e foi o filho mais velho, na época com sete anos de idade, quem acionou o avô para que a mãe fosse socorrida.

Segundo o pai da jovem, Edilson Pereira dos Santos, de 48 anos, ela teria sido morta porque o ex-marido não aceitava o fim do relacionamento, que havia durado sete anos. Castilho foi detido pela Policia Militar dois dias após o crime enquanto caminhava pela avenida Lourenço de Souza Franco, em Jundiapeba. Na ocasião confessou ter golpeado a vítima, mas disse não saber que ela estava morta.

Segundo Santos, o objetivo da passeata é sensibilizar a população e fazer com que o acusado "realmente pague pelo crime que cometeu". "Já se passaram muitos anos e muita gente não se lembra do caso. Mas a minha filha foi assassinada e nós queremos justiça. Por isso nós, familiares e amigos decidimos fazer esse protesto, para que os jurados fiquem comovidos, vejam a nossa dor e ele (o acusado) pague pelo que fez", comentou.

O pai da jovem detém hoje a guarda dos netos. "Desde que minha filha morreu as crianças estão comigo. Atualmente o mais velho está prestes a completar 11 anos, a menina tem 7 e o caçula que na época do assassinato tinha oito meses, hoje está com quatro anos", contou.

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