marcus melo faz balanço dos cem dias e promete novidades

Prefeito Marcus Melo - Mogi - rosto
Prefeito Marcus Melo - Mogi - rosto - FOTO: Daniel Carvalho
Recém-chegado de Brasília, onde se reuniu com ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para pleitear mais recursos para Mogi das Cruzes, o prefeito Marcus Melo (PSDB) passou pela Redação do Grupo Mogi News para falar sobre seus feitos e planos frente à administração do município. Entusiasmado, ele fez uma breve análise dos cem primeiros dias de gestão, lembrando que o balanço oficial e um pacote de novidades serão divulgados nesta terça-feira, às 10 horas, no Teatro Vasques. Entre as novidades a serem anunciadas nos próximos dias estão o lançamento de um aplicativo de mobilidade urbana para os usuários do transporte público.

Durante a entrevista, o prefeito afirmou que, apesar do momento de crise financeira vivida no País, tem conseguido manter a qualidade dos serviços públicos municipais, a fim de cumprir a promessa de campanha de dar continuidade à linha de governo de seu antecessor, Marco Bertaiolli (PSD), que, aliás, o acompanhou em visita a Brasília, juntamente com o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusátis.

Melo tem trabalhado forte para trazer uma unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc) para a cidade, tem feito investimentos no Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) e lançou em janeiro a Ouvidoria Móvel. Ele ainda destacou o lançamento do programa Cuida Mogi e comentou sobre o desafio de atender rapidamente a todas as demandas de manutenção e capinação nas ruas da cidade, especialmente em época de chuvas.

Entretanto, na opinião do prefeito, o maior problema para fazer mais por Mogi tem sido a questão financeira, que tem emperrado novos investimentos. "Mas, no geral, estamos caminhando bem e hoje Mogi, sem dúvida, é a melhor cidade do Alto Tietê", avaliou.

Mogi News:  Qual o balanço que você faz destes primeiros cem dias de administração?

Marcus Melo: A preocupação que a gente tem hoje é manter tudo funcionando, por isso, posso dizer que todos os serviços da prefeitura estão funcionando. A preocupação que conquistamos nos últimos anos foi aumentar os serviços da prefeitura, mesmo na Saúde, na Educação, e isso gera um custeio muito importante para manter a qualidade. E a realidade econômica do Brasil são dois pontos: a que tínhamos em janeiro de 2009 e a que estamos nos deparando agora. Nós temos boas propostas para a cidade e temos que correr atrás, porque não está fácil garantir as conquistas que tivemos. Nós vemos cidades fechando unidades de Pronto-Atendimento, não conseguindo pagar todos os fornecedores e prestadores de serviços. Nós conseguimos dar aumento para os colaboradores da prefeitura. Então, a cidade está em ordem, é uma conquista mesmo, porque é o que nós falamos na campanha, é uma continuação, uma administração de continuidade.

MN: Você assumiu justamente em um período de crise, o que é um grande desafio para todos, mas o que tem sido mais difícil equacionar agora nesses primeiros dias, diante de toda cobrança, apesar do pouco tempo?

Melo: É natural que as pessoas queiram melhorias. Eu também quero. A dificuldade é conseguir implementar mais projetos, onde falta recurso. Então, a gente acaba tendo que priorizar. A dificuldade hoje tem sido a questão financeira, que é uma coisa muito diferente dos oito anos anteriores, porque nós tínhamos um planejamento, tínhamos um crescimento e hoje a atividade econômica está muito deficitária de uma maneira geral. A prefeitura é, de fato, uma empresa, que gera atividade econômica muito forte na cidade e o reflexo da postura da prefeitura é muito grande na vida das pessoas. Todos os serviços estão sendo melhorados. Temos a troca de 22 ônibus para o próximo fim de semana, porque estava havendo uma quebra maior do que o normal e exigimos isso da concessionária. Também haverá um aplicativo de mobilidade. Esse aplicativo vai permitir que, do ponto de ônibus ou mesmo da sua casa, você saiba em quanto tempo o ônibus vai chegar no ponto. Você se programa e isso permite que as pessoas tenham maior conforto e, principalmente, aos sábados e domingos, porque tem uma mudança nos horários devido à demanda ser menor. 

MN: Você pretende iniciar alguma obra nova ainda esse ano ?

Melo: Temos ainda o andamento das creches, porque ainda têm uma demanda por vagas. Os serviços da prefeitura melhoraram bastante, nós construímos 66 creches e, como é um serviço bom, aumenta a demanda. Nós temos também recursos muito fortes empenhados para as duas obras grandes, que é a passagem subterrânea no centro e a avenida das Orquídeas. São recursos que estão hoje sendo guardados para tocar essas obras. A licença da Cetesb para a continuidade da obra da avenida das Orquídeas ainda não saiu, mas a gente está pedindo lá, todos os dias, para poder liberar a frente de trabalho o quanto antes.

MN: Você tem conversado bastante com Bertaiolli? Vocês foram para Brasília juntos, como tem sido o relacionamento com ele?

Melo: Trabalhamos juntos durante oito anos, apoiei a administração dele, com dedicação para cuidar e ter uma boa administração, e ele tem um carinho com a cidade. Conversamos muito e ele tem experiência de ter sido prefeito por dois mandatos e isso ajuda bastante. Ele é uma pessoa que, como ele mesmo fala, mora em Mogi, está preocupado, assim como eu, mas estamos no caminho certo. Não está fácil, mas Mogi, eu tenho certeza, é a melhor cidade do Alto Tietê.

MN: E o que ficou acertado de concreto com os ministros?

Melo: Tínhamos alguns recursos da época do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que estão lá separados, que tem contrato. Nós fomos pleitear solicitação de liberação de novos recursos. O que a gente encontrou em Brasília é uma realidade que, agora com a lei do teto, eles mesmos tiveram contingenciamento e, nessa semana que passou, também tiveram mais cortes. Então, a questão financeira de Brasília não está fácil, mas nós vamos pleitear, sim, mais recursos. É um momento que Brasília ainda está se ajustando. Fomos no Ministério das Cidades, com o Kassab, que ele está com um projeto de Cidades Inteligentes, e fomos pedir para o município ser inserido nesse projeto. Nós também fomos no Ministério dos Transportes pleitear a pavimentação de vias do Taboão. Estivemos também no Ministério da Saúde pedindo mais investimento para a cidade, troca das ambulâncias do Samu e pedir para colocar mais recurso para a maternidade, porque a Santa Casa hoje atende não só a cidade, mas a toda a região. Temos que ir devagar, mas fomos lá marcar posição, falar que temos interesse, que temos projetos, lembrá-los que Mogi é muito importante, é a "capital" do Alto Tietê.

MN: Qual área tem apresentado maior dificuldade para administrar?

Melo: A dificuldade é manter a cidade em ordem, de uma maneira geral, fazer a própria zeladoria, pelo fato do município ser grande e o período de chuva atrapalhar bastante. Tem lugar que o mato cresce e as pessoas têm solicitado a manutenção e esse "timing" ainda não está ajustado. Estamos reestruturando as equipes. Com o programa Cuida Mogi nós conseguimos atingir 18 bairros. Outro departamento que a gente está reestruturando é a pintura de solo.

MN: Mesmo com sua experiência administrativa, tem sido como você imaginava estar à frente da prefeitura?

Melo: Entendo que é muito trabalho. A gente atende as pessoas, tem demanda o dia inteiro, o que é natural, pois os vereadores têm total importância porque representam uma boa parte da população. E tenho um bom relacionamento com a Câmara, eles entendem nossos projetos e quem ganha com isso é a população. Tenho saído da prefeitura às 21h30, 22 horas e no outro dia tenho que estar lá às 7h30. A agenda tem três folhas de compromisso todo dia e aí vou deliberando. Mas, graças a Deus, temos uma equipe muito boa de secretários, muito entrosada e isso é importante. Falo que o prefeito tem que ser para a cidade ou população como um pai para um filho. Tem que fazer o que o filho precisa, não o que um filho quer. São coisas diferentes. 

MN: O que os mogianos podem esperar da sua gestão?

Melo: Temos que trabalhar sempre. Nós fizemos recentemente algumas ações contra invasões irregulares, por exemplo, porque está sendo mais constante do que no ano passado. Vem um pessoal da Zona Leste da capital para cá. Suzano e Itaquá estão com esse problema também. Se deixarmos espaço, nossa cidade sofrerá com isso e acaba gerando um desequilíbrio social, porque nós temos as unidades públicas funcionando para uma realidade que é real. Fica desproporcional com mais moradores, por exemplo. Então, estamos tratando isso muito firme, intensificando a fiscalização. Eu tenho o desejo especial de que Mogi continue sendo uma ótima cidade para continuarmos morando.

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