Gian lopes enfrenta a crise e garante ações

Gian Lopes - 100 dias
Gian Lopes - 100 dias - FOTO: Erick Paiatto
Apesar da crise financeira e da queda na arrecadação de receitas, o prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), fez um balanço positivo dos cem primeiros dias à frente da administração da cidade.

O republicano adiantou alguns investimentos e propostas novas para a Saúde do município, como a possibilidade de usar o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para a implantação de um Pró-Mulher e um Pró-Criança. A unidade está em fase de construção, em Calmon Viana.

Outra novidade são as obras do Balnerário, que já têm prazo para conclusão e podem ser entregues até 2019, junto com o Parque das Águas. A proposta é fomentar o turismo para que Poá não venha a perder o título de Estância Hidromineral.

Diário do Alto Tietê: Qual é o balanço que o senhor faz desses cem primeiros dias e quais foram os principais desafios?

Gian Lopes: A principal dificuldade foi a questão financeira, ao me deparar com milhões em dívidas. Mas estamos fazendo muito com pouco. Em cem dias é impossível resolver o problema da Saúde, Educação, Segurança e todos os segmentos, mas já avançamos muito. Estou otimista, apesar dessa crise econômica. Estamos buscando alternativas nos governos federal e estadual.

Dat: Quais foram suas principais ações?

Gian Lopes: Entregamos os uniformes no início do ano letivo. Também criamos um programa chamado "Poá Mais Bela", com tapa-buracos, revitalização das praças e dos bairros, dando uma cara melhor para a cidade, dentre outros programas. Avançamos na investigação social para que possamos aumentar o efetivo da Guarda Civil Municipal, investindo nos consertos das câmeras de monitoramento, pois temos 74 equipamentos, mas apenas dez em funcionamento. Avançamos na regularização fundiária com a entrega de 34 escrituras. No combate a enchente fizemos toda a manutenção da cidade, como as galerias e bocas de lobo e estamos limpando córregos. Retomamos as obras do piscinão e queremos entregar neste ano.

Dat: O senhor comentou que a questão financeira tem sido um grande obstáculo.

Lopes: Já fizemos o principal que era regularizar o repasse ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Demos uma entrada e parcelamos o restante para garantir o direito do trabalhador.

Dat: Qual será a obra "carro-chefe" de sua gestão?

Lopes: Teremos projetos de grande importância para o ano que vem, até 2019, como obras de muita relevância para o desenvolvimento de Poá. Estamos com um apoio muito grande do deputado federal Márcio Alvino (PR). Estive em Brasília na semana passada em uma reunião que foi muito produtiva com o ministro das Cidades. Fiquei muito satisfeito.  O deputado André do Prado (PR) também tem nos ajudado muito no governo estadual. Dentro de poucos dias vamos retomar a obra do Balneário.

Dat: Já tem prazo?

Lopes: Acredito que a obra será reiniciada nos próximos 30 dias. Ainda não tenho o número exato do investimento, mas estamos trabalhando junto com o governo do Estado, que liberou em torno de R$ 4 milhões. Entre 2018 e 2019 o Balneário estará pronto.

Dat: O Parque das Águas será um complemento do Balneário?

Lopes: É um projeto à parte, mas é um projeto próximo. Ou seja, um complemento turístico ao lado do Balneário. Está em fase de aprovação na Secretaria de Estado de Turismo. Estamos pedindo para o Estado R$ 6,8 milhões.

Dat: Você acredita que Poá possa vir a perder o título de Estância Hidromineral?

Lopes: Vamos avançar para que isso não aconteça, mas temos a preocupação, porque outros gestores não investiram no turismo. O Parque das Águas e o Balneário vão incentivar o turismo. Temos até 2019 para apresentarmos a cidade em condições de receber investimentos para o setor.

Dat: Sobre o Sesi, o que tem feito para manter a escola na cidade?

Lopes: Estamos avançando. Estive no cartório para ver a documentação da área que pretendemos oferecer porque queremos e vamos pedir para que o Sesi fique em Poá. Se sair, será uma perda muito grande, pois está em Poá há mais de 50 anos. Dia 13 de abril temos uma reunião com o deputado André do Prado e com o presidente do Sesi. Faremos um apelo para que a instituição fique. Nós vamos entregar o terreno documentado para a construção da unidade.

Dat: Poá terá um polo industrial?

Lopes: Estamos trabalhando junto com o secretário (de Indústria e Comércio) Ricardo Massa para trazer e incentivar o comércio e empresas se instalarem em Poá e gerar receita. Investir no turismo é um dos pontos que também gera arrecadação e é nossa preocupação no momento.

Dat: E quais são os projetos futuros para Saúde com a entrega da UPA?

Lopes: Estamos averiguando e pedindo para o governo do Estado avaliar a possibilidade de fazer um Pró-Criança e um Pró-Mulher na própria estrutura da UPA. Usaríamos o espaço da UPA e pediremos para que o governo federal nos ceda o prédio. A propostas apresentada ao governo federal será de devolvermos os recursos em parcelas para que possamos usar o prédio. Essa é a forma mais rápida de fazer essas unidades.

Dat: Quais são os investimentos realizados na segurança?

Lopes: Estou fazendo o projeto do CSI, que é a Central de Segurança Integrada, na região central. Tentamos recuperar as câmeras e equipamentos. Tem tido resultado. Este foi um mês mais calmo, mas vamos continuar intensificando. A secretaria de Segurança está utilizando a GCM, fazendo barreiras e abordagens em pontos estratégicos.

Dat: E como está a arrecadação?

Lopes: Nós faturamos no mês de janeiro R$ 41 milhões. Em fevereiro R$ 29 milhões. Ou seja, já houve uma queda de R$ 12 milhões. Isso nos preocupa. A saída do Banco Safra também vai prejudicar a economia da cidade (leia mais na página 6).

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