Safra encerra atividade e Poá pode perder até R$ 10 milhões

Saída do banco da cidade é uma derrota para a economia municipal, que recolhia impostos do estabelecimento
Saída do banco da cidade é uma derrota para a economia municipal, que recolhia impostos do estabelecimento - FOTO: Daniel Carvalho
Poá deve perder até
R$ 10 milhões de receita com o encerramento das atividades de uma unidade administrativa do Grupo Safra, instalada em um prédio alugado na avenida Brasil, em Calmon Viana. A empresa fica na cidade até junho, segundo informou o prefeito Gian Lopes (PR), ontem, durante entrevista sobre o balanço de 100 dias de gestão.

O Grupo Safra informou que, por não se tratar de uma agência bancária do Grupo, não será necessária a transferência de contas, pois trata-se de uma unidade administrativa, voltada para cuidar de operações específicas de leasing do banco, portanto não há correntistas. Segundo a instituição, os funcionários serão realocados para outras agências. A instituição financeira não revelou qual é o motivo do encerramento das atividades em Poá, disse apenas que trata-se de uma decisão administrativa.

O prefeito destacou que a saída da unidade será uma grande perda para o município. "Ficamos muito tristes, porque o banco Safra está passando por um momento difícil, e hoje ele tem o leasing aqui na cidade que fica só até junho. Conversamos com o presidente do Safra. Todos os bancos estão parando e o Safra não é diferente".

O prefeito lamentou a saída da unidade do município e ressaltou as consequências que os cofres públicos terão com a medida. "Em junho eles encerram as atividades e Poá terá essa perda. Perderemos receita com esse término da atividade", avaliou. "Só no ano passado, o Safra passou quase R$ 10 milhões para o município em impostos. E esse ano não seria diferente".

Lopes disse acreditar que a instabilidade econômica do País foi o que levou a empresa a adotar essa medida. "Esse é um momento de crise e Poá está com essa dificuldade inesperada. Não significa que a cidade não contemplou, é que o próprio banco está deixando de fazer essa atividade", argumentou.

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