rotary Club Mogi-Oeste e os 50 anos de serviços

Cuco Pereira
Cuco Pereira - FOTO: Daniel Carvalho
Foi em um acidente envolvendo dois trens que colidiram de frente em 8 de junho de 1972, resultando em 23 mortos e 65 feridos graves no distrito de Jundiapeba, que o Rotary Club Mogi das Cruzes-Oeste fez uma de suas primeiras ações em benefício da comunidade, distribuindo colchonetes e outros pertences para amenizar o sofrimento das vítimas causado pela tragédia que abalou a cidade e se tornou o mais grave acidente ferroviário já registrado no município. De lá para cá foram realizadas diversas ações como o Projeto Rumo - de orientação profissional aos estudantes, que é uma das marcas do Rotary; passeio da Primavera, plantio de mudas de árvores, doações de cadeiras de rodas, almoços beneficentes, entre outras. Neste meio século de atuação a ser completado hoje, o Rotary Mogi-Oeste se destacou pela ajuda humanitária e o ideal de servir. Conheça mais sobre esta história na entrevista com o seu presidente José Antonio Cuco Pereira, escolhido a dedo para dirigir o clube neste ano. Assim como o Mogi-Oeste, ele também comemora 50 anos como rotariano e é um dos 34 fundadores deste clube.

Mogi News: O Rotary Mogi-Oeste completa 50 anos de história em Mogi das Cruzes. O que o senhor destaca de importante? Qual foi a diferença que a entidade fez para a sociedade?

José Antonio Cuco Pereira: O Rotary Mogi Oeste é o nosso Jubileu de Ouro. Isso nos leva a lembrar as primeiras reuniões que foram feitas por companheiros do Rotary Club Mogi das Cruzes, que é o nosso clube padrinho, realizadas, naquela oportunidade, na Associação Comercial de Mogi, que ficava no prédio da Drogasil, na rua Dr. Deodato. Alí, tivemos as primeiras reuniões com os companheiros que conheciam o Rotary, como Franz Steiner, José Arouche de Toledo, Milton Martins Lopes, Fernando Namura, enfim, uma gama de rotarianos sob a liderança de Thales Urbano, que era o presidente do nosso clube padrinho. Fundado o clube, começamos a trabalhar sob a orientação segura deles e tivemos a oportunidade de fazer vários serviços à sociedade. Eu fui o quinto presidente do Rotary, nos anos de 1971 e 1972, e tínhamos dificuldades por falta de sede. Nos reuníamos no Clube Náutico Mogiano, depois no Clube de Campo e no salão que pertencia ao Vila Santista. Na nossa gestão fizemos uma festa do chope e vendemos duas mil canecas. Houve um acidente envolvendo estudantes e o Rotary participou comprando colchonetes e pertences necessários para acomodar os feridos.

MN: Quais são os principais projetos do Rotary e ações que podem ser destacados?

Cuco Pereira: Fizemos vários eventos na área da saúde: aferição da pressão, glicemia, orientações sobre saúde, enfim, tivemos boa receptividade junto à população. Depois fizemos o Passeio da Primavera com o plantio de árvores nas escolas e palestras para as crianças. Muitas destas árvores hoje enfeitam e contribuem de forma eficaz para o Meio Ambiente - elas foram plantadas pelo nosso clube, na gestão de Emídio Mufo, da rua Olegário Paiva até as imediações do Fórum no Centro Cívico, e estão lá até hoje. Tivemos oportunidade de construir monumento na praça Rotary. Outro projeto que temos é o Rumo, feito inicialmente na Universidade Brás Cubas, com a presença de autoridades, o qual cerca de 15 mil alunos chegaram a comparecer em um único dia para participar das palestras feitas nos mais variados temas e profissões. Este projeto perdura até hoje.

MN: Todos os presidentes e fundadores que passaram pelo Rotary deram a sua contribuição nesta trajetória?

Cuco Pereira: Foram 34 fundadores. O primeiro presidente foi o Paulo Renan Mamede, arquiteto que revolucionou a paisagem de Mogi. Até então eram aquelas casas habituais, com o mesmo desenho. E ele, como arquiteto, foi modelando casas - uma totalmente diferente da outra, dando ar de cidade em crescimento para a nossa terra. Todos que passaram foram importantes e imprescindíveis, porque são líderes dentro da sociedade. Tivemos no nosso clube um companheiro que se tornou governador do Rotary, Ari Sérgio Del Fiol Módolo, e eu fui o coordenador da conferência do Rotary em Águas de Lindóia, na gestão dele.

MN: O ideal do Rotary é servir à população e contribuir com o desenvolvimento da cidade. Como é possível fazer isso?

Cuco Pereira: Servir por meio de sua própria profissão. O Rotary não é filantrópico. E de que forma um rotariano pode colaborar? Um é dentista, outro é advogado, outro é comerciante. Então, é a sua colaboração profissional que vale, participando de comissões, reuniões, promovendo o bem-estar da nossa comunidade e o crescimento de nossa cidade.

MN: Como é estar na presidência do Rotary em uma data importante como esta do Jubileu de Ouro?

Cuco Pereira: Ser rotariano requer comprometimento. Todo exercício da presidência é uma responsabilidade dupla, principalmente agora nos 50 anos, porque sendo eu o único sócio-fundador em atividade, fui convidado e escolhido pelos companheiros para ser presidente do Jubileu de Ouro. Então, temos que comemorar muito bem esta data.

MN: Quais são os projetos futuros da entidade?

Cuco Pereira: Tudo aquilo que for em benefício da população e estiver ao nosso alcance, vamos fazer. Temos, por exemplo, uma Campanha Mundial para a eliminação do mal da poliomielite. Isso é uma contribuição que fazemos ao Rotary Internacional e, em determinado dia do ano, a entidade disponibiliza vacinas para a administração pública, que se encarrega de atender as crianças. É a grande contribuição na área da Saúde que o Rotary Internacional presta ao mundo todo.

MN: O que é preciso fazer para ser um rotariano?

Cuco Pereira: Precisa ter o dom e saber trabalhar para o seu semelhante. A entidade oferece a oportunidade de servir. Às vezes você quer fazer uma determinada ação, mas sozinho fica difícil. O Rotary proporciona a união de todas as profissões para prestar este serviço à comunidade.

MN: Qual é a mensagem que o senhor deixa aos rotarianos?

Cuco Pereira: O Rotary tem um ditado que fala assim: "Mais se beneficia quem melhor serve". Portanto, àqueles que estão no Rotary ou desejam pertencer às nossas lides, que se dediquem de corpo e alma aos objetivos da associação, que são dos mais nobres. Primeiro a entidade forma uma família, criando um companheirismo forte. Esta união lhe proporciona a oportunidade de prestar serviços. Quanto mais você se dedica e vê que os trabalhos estão sendo feitos e trazendo resultados, maior é o seu benefício, já que, dentro de si, surge uma alegria incontida por prestar esses trabalhos comunitários.

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