Plano de Metas

Os novos gestores municipais completaram ontem cem dias de governo. Muitos estão debutando no comando das administrações, enquanto outros dão sequência ao que começaram quatro anos antes. A crise econômica está presente no discurso de todos, independentemente da cidade, ainda que ela não tenha surgido agora, muito pelo contrário, pois já estava presente mesmo durante a campanha de 2016. Ou seja, todos os eleitos sabiam a respeito do que teriam pela frente. 

Exatamente por causa disso, aqueles que se propuseram a governar um município estudaram e se inteiraram a respeito da situação e das necessidades lá atrás, antes e depois do período eleitoral. Tanto que a vivência e o conhecimento de onde se vive para se propor a atuar na política para encontrar soluções são os argumentos principais para conseguir convencer os eleitores. E assim foi.

Os eleitos para o cargo majoritário municipal estão aí, já passados cem dias desde 1º de janeiro. Não que em pouco mais de três meses seja possível concretizar transformações, longe disso, porém já é tempo suficiente para sentir na pele e saber o que deve ser feito nos anos que os aguardam.

Ainda que os prefeitos daqui do Alto Tietê tenham se posicionado e falado a respeito de sua primeira centena de dias, evidenciado suas ações e decisões e propalado sobre as dificuldades financeiras que comprometem projetos em curto e médio prazos, nenhum se propôs a apresentar um Plano de Metas. Trata-se de um documento oficial que elenca as principais carências e medidas que precisam ser tomadas para atacar os problemas municipais. A quantidade de itens pode variar de local para local, mas o que vale mesmo é qualificá-los, ter metas que realmente são prioridades e que devem ser atingidas. Essa iniciativa é algo presente nas prefeituras de grandes cidades, com dezenas de itens, mas também poderia ser estabelecida nos municípios de médio e pequeno portes, como os da nossa região.

Apresentar um Plano de Metas não só é uma forma de ter um norte para governar e dar um respaldo à sociedade sobre a atenção que o governo tem em relação aos problemas evidentes, como também é uma maneira de estimular a população a participar da política do local onde vive. Com um documento deste tipo disponível, cabe ao cidadão acompanhar o andamento e cobrar prefeito e vereadores. É algo complexo, desafiador e de grande responsabilidade quando se elenca as prioridades e os projetos para resolvê-las. Mas ainda está em tempo.