Terreno público na SP-66 está abandonado e cheio de lixo

Local está com muito lixo e entulho e, à noite, serve de esconderijo para os usuários de drogas e criminosos
Local está com muito lixo e entulho e, à noite, serve de esconderijo para os usuários de drogas e criminosos - FOTO: Daniel Carvalho
As condições de um grande terreno público chama a atenção em Suzano, na rua Doutor Prudente de Moraes (SP-66). O espaço que seria destinado à construção de um Hospital Federal na gestão do ex-prefeito Marcelo Candido (sem partido), hoje, serve de abrigo para usuários de drogas, além de esconderijo para os infratores que praticam roubos no entorno da Vila Amorim. A mesma área estava inclusa na lista de 11 terrenos que seriam vendidos pela administração municipal na gestão de Paulo Tokuzumi (PSDB), mas que foram bloqueados pela Justiça.

A Secretaria Municipal de Serviços e Manutenção informou que realiza a limpeza e capinação na área, além de reparos no calçamento. A prefeitura adiantou que estuda a viabilidade técnica para a utilização do espaço em prol da população, bem como a implantação de algum serviço público, sem dar mais detalhes.

Enquanto o terreno não recebe um destino, moradores de rua, usuários de drogas e traficantes tomam conta da área e intimidam a população. O mato está alto e muito lixo é despejado no local, de forma irregular. Tem de tudo; restos de materiais de construção, vasos sanitários, roupas e até animais mortos são jogados lá.

A Prefeitura de Suzano também colocou barreiras de concreto para impedir a entrada de pessoas e o despejo de entulhos, mas a medida não intimidou os invasores, segundo relatos de pessoas que vivem na região.

"A situação está péssima. É muito perigoso ficar aqui, porque tem moradores de rua e usuários de drogas que praticam assaltos. Sem contar a sujeira", apontou a doméstica Maria Alves, 43 anos, que estava em um ponto de ônibus em frente ao terreno.

A também doméstica, Sônia Mariano, 56, conta que sente medo de ficar ali, mas precisa esperar o ônibus para ir trabalhar. "A partir das 17 horas fica cheio de 'nóias' aqui. É uma movimentação de gente entrando e saindo o tempo todo nesse terreno. E ainda tem o lixo, animais mortos que são jogados aqui e o risco de ter foco de dengue nesse lugar. Tem dias que o mau cheiro está muito forte".

A dona de casa Graziele Guilherme, 37, ressaltou os riscos de violência. "Aqui tem muito assalto e se alguém pegar uma mulher para violentar é só levar para dentro do mato que ninguém vai ouvir. É muito perigoso".

ORçAMENTO é PREJUDICADO COM A PROIBIçãO DA VENDA DE áREAS

A venda de terrenos públicos renderiam mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos e foi incluído no orçamento de 2017, que foi prejudicado, já que a Justiça bloqueou a comercialização dessas áreas e o montante não entrou na economia da cidade. O assunto foi lembrado, anteontem, pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) e pelo vice Walmir Pinto (PDT), durante coletiva de Imprensa sobre o balanço dos 100 dias de gestão.

Os políticos lembraram que a gestão contava com o orçamento para a compra de materiais e uniformes escolares, o que deve ser feito até o segundo semestre, por conta da falta desses recursos que eram esperado. "Tínhamos os 11 terrenos colocados num total de quase R$ 30 milhões dentro do orçamento da cidade. É um orçamento fantasioso, não existe", afirmou Ashiuchi. "Faltou transparência para onde ia a verba e para quê seria usada. Até acho correto barrar a venda desses terrenos. Isso foi um absurdo", avaliou o prefeito.

O republicano lembrou que as áreas que estão inclusas nessa lista serão utilizadas em prol do município. "Temos vários terrenos nesse pacote que são de interesse público. Vamos colocá-los como uso de nosso município. Tem uma empresa que se interessa por um dos terrenos para gerar mais 400 emprego e investir na cidade", revelou o republicano. (F.F.)

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