Obras do piscinão de Poá gera transtornos para os vizinhos

A travessa Batatais era asfaltada antes dos trabalhos para construir reservatório
A travessa Batatais era asfaltada antes dos trabalhos para construir reservatório - FOTO: Erick Paiatto
A poeira e a lama tomam conta do cenário na travessa Batatais, no Jardim Estela, em Poá. Os moradores do entorno relatam problemas de saúde e o risco de acidentes, além de outros transtornos no trânsito. O tráfego de caminhões é intenso no local, por conta das obras do piscinão, que está sendo construído atrás da rua em questão. A região, inclusive, pertence à uma área escolar. A situação também foi alvo de abaixo-assinado da comunidade.

A Prefeitura de Poá não teve expediente ontem, portanto deve se manifestar sobre o assunto na próxima segunda-feira.

A via era asfaltada antes das obras do reservatório iniciarem. Com a movimentação intensa dos caminhões de terra, o pavimento foi destruído e, desde então, a população sofre com a sujeira.

"Está uma calamidade por causa das obras que não acabam nunca. Essa rua acabou sendo sacrificada", desabafou o aposentado Lorinaldo Soares Paes, 63 anos. Ele conta que já pediu para que a prefeitura realizasse serviços de manutenção enquanto a construção do reservatório não termina para amenizar os transtornos, mas não foi atendido. "Se jogassem cascalhamento por cima da via já nos ajudaria. Mas quando solicitei, eles jogaram umas pedras que parecem rochas e rasgavam os pneus dos carros. A prefeitura ainda nos informou que os transtornos só acabarão quando as obras do piscinão terminarem", contou, lembrando que os pedestres têm muita dificuldade para andar no local, já que as calçadas também ficaram deterioradas, obrigando-os a disputarem espaço com carros e caminhões na rua.

A dona de casa Dalíria de Morais Paes, 60, ressaltou os transtornos que os vizinhos têm por conta da poeira na pista e a sujeira que acumula na calçada do reservatório. "As crianças vivem doentes, com alergias e problemas respiratórios", disse. "O prefeito esteve aqui e nos deu um prazo de cinco meses, mas não podemos esperar até lá".

Dalíria ainda lembrou que os veículos pesados que saem da obra quebraram todo o asfalto, que precisou ser retirado por completo. "Os caminhões quebram tudo aqui, então não adianta passar o asfalto de novo. Podiam, pelo menos, fazer a manutenção periódica. Estamos sofrendo com a situação. Quando não tem poeira, tem lama e as crianças também sofrem com isso".

A dona de casa Lilian Prado, 28, organizou até um abaixo-assinado para chamar a atenção do Poder Público para os transtornos dos moradores da travessa Batatais, mas nenhuma providência foi adotada, segundo a comunidade. "As crianças estão ficando doentes, com problemas pulmonares, por conta desse pó. Isso que tem aqui não é lama, nem terra. Isso é poeira de enchente, não é saudável. A empresa que faz as obras do piscinão quebrou nossas calçadas e estourou os canos da rua. Sem contar que não tem vazão para a água escoar quando chove e os problemas com enchentes não foram solucionados", destacou Lilian.

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