Amor aos animais

Quando alguém se dispõe a ajudar ao próximo sem afetação, de maneira verdadeira, é porque essa pessoa realmente se importa com os demais e se sente impelido naturalmente em agir dessa forma. Em um País onde a desigualdade social é grande e muita gente vive em estado de miséria, é quase uma obrigação cada um se preocupar com essa situação e tentar fazer a sua parte de alguma forma.

Mas há aqueles que desenvolvem uma espécie de compaixão que vai além. Homens e mulheres que se compadecem dos animais domésticos abandonados e mal tratados. E, mais do que isso, direcionam um pouco do seu tempo em favor de ajudá-los, acolhendo-os e dando a eles a possibilidade de encontrarem pessoas dispostas a serem seus donos, provendo-os daquilo que necessitam.

Esse sentimento e essa vontade são genuínos. Essas pessoas atuam de maneira voluntária, sem ganhar qualquer tostão para isso, movidas pelo amor a esses bichos, para tirar cada vez mais animais das ruas. Na região são vários os grupos que atuam nesse sentido, recolhendo esses bichos e realizando feiras de adoções para que tenham a oportunidade de verem o seu futuro tomando um rumo melhor.

Alguns podem pensar que primeiro é necessário ajudar as pessoas. Mas há que se estranhar quem defende que os animais devem ficar à própria sorte. Bom sujeito não deve ser. São Francisco de Assis teria dito uma frase que mostra o contrário: "Deus quer que ajudemos os animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida". A despeito da aura de religiosidade, a afirmação faz todo sentido e, quem sabe, existam mais pessoas ainda que se disponham em ajudar os animais.

E mais do que uma questão de compaixão, a situação de abandono também é um problema de saúde pública. É importante que o Poder Público, mais especificamente as prefeituras, promova ações que diminuam essa situação, auxiliando esses grupos, criando possibilidades para atenuar o problema, com castração de cães e gatos a custo baixo ou mesmo gratuita e ajudando na realização das feiras de adoção.

No entanto, há outro lado também, que é a conscientização sobre o ato de adotar um animal. Muitas vezes, há pessoas que não têm qualquer condição nem disposição, e aí o abandono se transforma em maus tratos e o sofrimento e a aflição continuam. Ter consciência disso é fundamental, já que as chances de o animal voltar para as ruas são grandes. Pelo menos há quem faça sua parte e que essa postura vire exemplo e se espalhe continuamente.