O Cristo Morto

No programa "Verdade e Vida", o Rev. Hernandes disse que em nosso País de todas as classes profissionais, as três começadas com "p" são as que mais se desqualificam com facilidade perante a opinião pública: o político desonesto, eleito pelo povo e privilegiado pelo poder, usa o cargo para enriquecimento ilícito; o policial corrupto, mesmo usando o distintivo de defensor da lei, se deixa seduzir pela oferta da mão suja do crime; e o pastor mercenário, na ambição das riquezas efêmeras da terra e não das eternas do Céu, atrai pelo marketing do mundo, e não pela pregação do Evangelho, um rebanho de fieis iludidos com a promessa dos pastos verdejantes da saúde e da prosperidade. A maioria dos cristãos já desceu da montanha da fé para a planície do pragmatismo, esperando, pela razão, encontrar o caminho para a felicidade terrena.

Este é o tipo de cristianismo horizontal que tem a sua teologia firmada, apenas, na vida de Cristo na terra e que se finda com sua morte na cruz. A teologia bíblica revelada soma a missão horizontal de Jesus na terra, além da cruz, com sua missão vertical gloriosa, na ressurreição, para nos dar a vida eterna. Os seguidores desse tipo de cristianismo humanista têm motivos de uma crença distante de um Jesus sem vida que não pode abraçar e nem caminhar com eles porque têm as mãos e os pés, ainda, cravados na cruz. A cruz vazia é o símbolo de fé no Cristo vivo que derrotou a morte e que tem as cicatrizes nas mãos e nos pés como marcas do Seu sacrifício de amor por nós.

O filme de Mel Gibson, a "Paixão de Cristo", levou boa parte da plateia às lágrimas, mas não há nisso transformação de vida. No Jesus sofredor há morte; no Jesus ressurreto há salvação. O nosso caráter e a nossa reputação estão aferidos pela presença de Deus em nossas vidas.Vamos servir o próximo com amor e justiça.

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