Obras dependem de licença ambiental

Construção da avenida que fica entre Brás Cubas e Jundiapeba está prevista para a segunda etapa das obras
Construção da avenida que fica entre Brás Cubas e Jundiapeba está prevista para a segunda etapa das obras - FOTO: Daniel Carvalho
Em recente entrevista ao Mogi News, o prefeito Marcus Melo (PSDB) havia comentado que a licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para o início das obras da Avenida das Orquídeas ainda não havia saído, mas que a prefeitura estava cobrando constantemente para poder liberar a frente de trabalho no local. Consultada pela reportagem ontem, a Cetesb não informou a previsão para que a licença seja concedida, porém, adiantou que o caso está em estudo. A última previsão, feita há mais de 45 dias, dava conta de que a licença sairia na semana passada, o que não aconteceu.

A prefeitura informou que a construção do Corredor Leste-Oeste, que será a ligação da cidade com o Rodoanel Leste, chegou a 24% do seu cronograma de execução. A primeira etapa da obra foi a recuperação da avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar - entre as avenidas Cavalheiro Nami Jafet e Valentina de Mello Freire Borenstein -, inaugurada em 23 de dezembro do ano passado, com um novo corredor de transporte e escoamento de cargas para as empresas instaladas na Vila São Francisco, visto que a pista anterior era de paralelepípedos e estava desgastada com a passagem de veículos pesados. Os trabalhos se concentram atualmente na avenida Guilherme George, entre o distrito de Jundiapeba e a divisa com Suzano. 

A Avenida das Orquídeas está prevista em uma segunda etapa da obra, entre Brás Cubas e Jundiapeba, e é este trecho que depende da Cetesb para o seu início, já que o licenciamento é necessário para a construção da ponte sobre o Rio Jundiaí. A administração municipal adiantou que toda a documentação para a emissão das licenças ambientais já está com a Cetesb e com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima, acompanha o andamento das licenças e informou que elas ainda não foram emitidas. "Estamos acompanhando de perto este processo e mantendo contato com os técnicos da companhia", assegurou.

Investimento

As obras do Corredor Leste-Oeste compreendem nove quilômetros, desde a região central até a divisa com Suzano. O investimento total é de R$ 88,5 milhões e o projeto prevê duas pistas com mais de dez metros de largura cada uma, corredor exclusivo para o transporte coletivo no canteiro central, ciclovia e calçada para a circulação de pedestres.