População desacredita de hospital

Mendonça: 'A Saúde hoje é uma calamidade'
Mendonça: 'A Saúde hoje é uma calamidade' - FOTO: Fotos: Daniel Carvalho
Quando se fala na construção de um hospital federal, em Suzano, a população se mostra incrédula com a possibilidade. O projeto, que teve início na gestão do ex-prefeito Marcelo Cândido (sem partido) se estendeu, mas não avançou. No entanto, a atual gestão afirma não ter desistido de instalar o empreendimento no município e que há tratativas em andamento.

À princípio, a obra seria executada em um terreno situado na rua Doutor Prudente de Moraes, na Vila Amorim. Até hoje é possível ver a marca do anúncio sobre a construção do futuro hospital no muro que cerca a área. Na gestão de Paulo Tokuzumi (PSDB), os planos mudaram e a nova unidade seria construída em uma área entre a Lagoa Azul e a Faculdade Piaget, na região do prolongamento da rua Sete de Setembro, na Cidade Cruzeiro do Sul, até a avenida Paulista, no Jardim Monte Cristo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, já foi iniciado um estudo de avaliação dos custos para a instalação de um Hospital Federal em Suzano. "A pasta informa ainda que a administração municipal não cogita abrir mão do projeto", reforçou, acrescentando que as tratativas estão em andamento, mas sem dar mais detalhes.

Enquanto o projeto não sai do papel, os munícipes se mostraram desacreditados com a possibilidade de Suzano receber um empreendimento como esse. "Só se for milagre. A cidade precisa de outro hospital público, porque só tem a Santa Casa que está um caos, mas é difícil de acreditar", avaliou a dona de casa Janeide Camila Mota, 21 anos.

Para a operadora de caixa Júlia Lima Bezerra, 19, a proposta virou lenda. "Acho que esse é um projeto impossível. Só mesmo um milagre para trazer esse hospital para cá", disse. "E Suzano precisa de outra unidade para atender as pessoas, porque faltam médicos e um hospital ajudaria muito".

A dona de casa Márcia Aparecida Santos, 39, disse que só acredita na implantação do hospital se vê-lo pronto e em pleno funcionamento. "Só acredito vendo, porque os governos não costumam cumprir tudo que prometem. E se mal conseguem fazer uma creche, imagina um hospital", avaliou. "E o pior é que esse é um empreendimento necessário para Suzano".

Para o aposentado Ideroaldo Mendonça, 59, uma unidade hospitalar ajudaria a desafogar outras unidades. "A saúde, hoje, é uma calamidade. Acredito que, quanto mais unidades, melhor. Mas não é só fazer hospital. Tem que ter atendimento".

No ano passado, a Prefeitura de Suzano chegou a iniciar o processo licitatório para a construção do prédio hospitalar que seriam feitos com recursos federais, mas a licitação foi revogada pela administração. A obra, inclusive, foi orçada em R$ 100 milhões, sendo R$ 25 milhões apenas para a construção do Pronto Atendimento. De acordo com o projeto apresentado na gestão anterior, o hospital teria capacidade para 210 leitos.

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