Alunos conhecem dois índios pernambucanos

Alunos mogianos interagiram ontem com os índios, fazendo perguntas e participando de algumas atividades
Alunos mogianos interagiram ontem com os índios, fazendo perguntas e participando de algumas atividades - FOTO: Ney Sarmento/PMMC
O Dia do Índio, comemorado ontem, foi diferente para os alunos da Escola Municipal Professora Sonia Brasil de Siqueira Andreucci, no Jardim Margarida. Eles tiveram a oportunidade de conhecer os índios Kleykeniho e Sothakaka, representantes da aldeia Fulni-ô no Estado de Pernambuco, que apresentaram sua cultura e modo de vida nos períodos da manhã e tarde para as crianças e a comunidade local.

Hoje, os índios estarão na Escola Municipal Professora Ana Maria Barbosa Garcia, no Botujuru, às 9 horas e às 13h30.

Um dos destaques da atividade foi o aluno Gustavo Rocha Almeida de Farias. Com apenas 7 anos de idade, o menino surpreendeu os índios com suas perguntas. "Perguntei sobre os homens que fazem mal para os índios. Quando eu crescer vou visitar a aldeia deles", disse. Gustavo ganhou até um nome indígena, foi batizado de Seythô, que na língua dos Fulni-ô significa "passarinho".

"Ele é um passarinho que não tem vergonha de cantar. É uma grande alegria vir nas escolas e ter essa troca com os alunos. A gente aprende mais que ensina", disse Kleykeniho.

Os índios se apresentaram para os 486 alunos da unidade escolar com idade entre 4 e 10 anos e a comunidade. Cantaram, dançaram e ensinaram para as crianças palavras de sua língua nativa, o Iathé. "Fico feliz de ver que os brancos tem uma admiração muito grande pelo índio. Nosso objetivo é que as crianças vivenciem nossa cultura e desmitificar a visão do índio primitivo", disse Kleykeniho, que também estará visitando a unidade escolar do Botujuru hoje.

Kleykeniho e Sothakaka fazem parte do Grupo Cultural Fowa, formado por índios da tribo Fulni-ô, localizada no município de Águas Belas, em Pernambuco. O grupo vem a São Paulo há mais de doze anos para realizar apresentações culturais e expor seus trabalhos manuais em escolas. Todo o trabalho é fundamentado e adequado à faixa etária dos alunos.

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