Reforma do Casarão do Carmo sofrerá atraso

Obra do século XIX, em estilo colonial é feito em taipa de mão e taipa de pilão
Obra do século XIX, em estilo colonial é feito em taipa de mão e taipa de pilão - FOTO: Daniel Carvalho
As obras de conservação do Casarão do Carmo, no centro de Mogi, devem se concentrar com mais intensidade nos próximos dias na parte externa do imóvel. A entrega da intervenção, prevista para maio, será alterada para uma data ainda não foi divulgada. Ao todo, a administração municipal investirá R$ 115.703,80 no projeto.

De acordo com o secretário de Cultura, Matheus Sartori, as obras de conservação na parte interna estão mais adiantadas. "Na parte interna tiramos os rebocos que estavam caindo, recuperamos as paredes de taipa e os barretes, que são estruturas que ficam embaixo do assoalho de madeira, além de calhas e telhas quebradas", detalhou. A parte elétrica do Casarão do Carmo também foi refeita.

As obras de conservação do prédio histórico foram iniciadas em janeiro e são executadas pela empresa Topus Terra. O próximo passo será a reforma das portas e janelas. Na manhã de ontem, funcionários da empresa contratada atuavam na parte da fachada do imóvel. O local ainda deve receber tapumes para dar segurança durante o serviço.

Segundo Sartori, durante o período de reforma, com exceção do funcionamento do Museu Visconde Mauá, as atividades realizadas no Casarão não foram interrompidas, e sim, transferidas a outros locais.

O Casarão do Carmo é uma obra do século XIX, em estilo colonial, feito em taipa de mão e taipa de pilão. O prédio foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico (Comphap) em 2012. (L.N.)

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