Jogo suicida pede atenção redobrada para os adolescentes

Baleia Azul: O nome aparentemente inofensivo em nada se assemelha à realidade do jogo que virou moda entre os adolescentes e tem preocupado pais de todo o Brasil.

Disputado por meio das redes sociais, o game funciona como uma espécie de "siga o mestre". Por meio dele são propostos ao jogador 50 desafios que vão desde a assistir filme de terror sozinho à tirar a própria vida.

Diante da grande repercussão da "brincadeira" que está relacionada inclusive a casos de automutilação e até suicídio de adolescentes, pais buscam informações e formas de evitar que seus filhos sejam a próxima vítima.

No entanto, segundo a psicanalista Maria Odete Galvão, não existe um perfil padrão que permita identificar que o jovem está em depressão, uma vez que as reações variam de pessoa para a pessoa.

"É difícil perceber o comportamento, porque cada um lida de uma forma. Além disso, os pais precisam entender que a adolescência é uma fase complicada para todos independente da classe social. É o momento em que ele sai da vida familiar e vai para a vida social. E essa passagem é muito dolorida porque nessa nova fase ele não é mais o "lindinho da mamãe". Começa-se a aparecer os defeitos, ele não se encaixa nos grupos e muitos jovens não conseguem lidar com essa frustração", comentou.

O mesmo pensamento é compartilhado pela psicóloga Mônica Marques, que destaca que em todas as situações o fundamental é que os pais estejam sempre próximos. "Querer ser diferente é natural do adolescente. Então, não é de uma hora para outra que se vai perceber que o "algo estranho" está além do normal da adolescência. Os pais precisam estar próximos para que haja um diálogo e os filhos se sintam a vontade para conversar e se abrir. A aproximação é a melhor prevenção", finalizou.

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