Recicla Mogi aumenta coleta para 600 toneladas por mês

Bairros são atendidos duas vezes por semana
Bairros são atendidos duas vezes por semana - FOTO: Ney Sarmento/PMMC
O Programa Recicla Mogi, realizado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes sob coordenação da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, já é responsável pela reciclagem de 600 toneladas de lixo por mês. O volume equivale a 6% do total de 10 mil toneladas produzidas pelos mogianos, índice próximo ao de cidades estrangeiras consideradas exemplo mundial.

"Nos países mais avançados do mundo, os índices de reciclagem são de 10% ou pouco mais. Quando o Recicla Mogi começou, a cidade reciclava apenas 0,5% e este aumento aconteceu de forma gradativa e planejada. Hoje nós conseguimos manter esse percentual e estamos trabalhando para que ele tenha novos aumentos, mas sempre de forma consolidada, ou seja, avanços que reflitam a consciência da população", afirma o secretário municipal de Verde e Meio Ambiente, Daniel Lima.

No Recicla Mogi, a cidade está dividida em 12 regiões e, em cada uma delas, o caminhão passa duas vezes por semana, recolhendo o material separado entre lixo seco e úmido. A coleta seletiva acontece desde 2013, fruto de uma parceria com a cidade japonesa de Toyama, que é referência mundial no assunto. Técnicos mogianos viajaram para o Japão e conheceram a tecnologia utilizada na área.

O programa foi implantado em Mogi e, durante o processo, os japoneses analisaram o andamento do trabalho, que foi considerado muito bom e dentro dos parâmetros seguidos em Toyama.

O caminhão do Recicla Mogi tem pintura específica, na cor laranja, e percorre um caminho definido. Após recolher o material nos bairros, o veículo destina o lixo para a Usina de Triagem da Vila São Francisco, onde trabalham os catadores. O secretário do Verde explica que a cooperativa Cata-Sampa, uma das maiores do País e com conhecimento específico na área, coordena o trabalho realizado no local.

"Temos uma estrutura bem montada. Os caminhões deixam o lixo na usina, onde os catadores trabalham. Há uma boa estrutura no local, com esteira para separação do material, e a Cata-Sampa gerencia todo o processo. Quanto maior o volume de material reciclado, mais trabalho existe para os catadores e isso significa inclusão social e geração de renda, além de respeito ao meio ambiente", diz Lima.

Triagem

O Recicla Mogi prevê a separação do lixo entre material úmido (como, por exemplo, restos de comida) e seco (metal, vidro, plástico e papel). Nas etapas inicias, o programa fez uma distribuição de sacos plásticos transparentes nos bairros atendidos. Com o tempo, os próprios moradores passaram a usar sacos de cores diferentes para a separação. Esta medida simples ajuda os trabalhadores da Usina de Triagem, pois a separação torna-se mais rápida e prática.

ECOPONTOS COMPLETAM ESTRUTURA

A estrutura da coleta seletiva em Mogi das Cruzes não é formada apenas pelo Recicla Mogi. Além do programa, a cidade conta com seis ecopontos. Um está instalado no Parque Olímpico (avenida Prefeito Maurílio de Souza Leite, s/nº), e outro no Jardim Armênia (rua Júlio Perotti, 56). Há ainda quatro unidades que operam nas Administrações Regionais de Sabaúna (rua Antônio Castilho Gualda, 43), Quatinga (rua Antônio Rosendo de Lima, 353), Biritiba Ussu (Rua Thiago Silvestre Furtado, 153) e Taiaçupeba (rua Seis de Junho, 191).

Os ecopontos das regionais não recebem pneus, móveis e material de construção, como acontece nas unidades do Parque Olímpico e Jardim Armênia. As novas unidades aceitam o descarte de papel, vidro, metal, papelão e óleo de cozinha.

Já o Programa Cata-Tranqueira segue uma programação que garante o atendimento de cada bairro três vezes por ano, sempre aos sábados. Ontem, o Cata-Tranqueira atendeu o Jardim Armênia, Vila Oliveira, Jardim São Jorge, Estância dos Reis, Socorro, Jardim Santa Helena, Caputera e Jardim Camila. Já no próximo sábado, dia 29, o programa percorrerá a Vila Natal, Jardim Veneza, Taiaçupeba, Jardim das Acácias, Vila Ressaca e Alto da Boa Vista.

Antes de cada operação, é realizada a distribuição de folhetos nos bairros, avisando aos moradores para que separem os materiais inservíveis com antecedência. A orientação é para que os objetos sejam deixados na porta das casas, o que facilita a passagem e a coleta pelos funcionários dos caminhões.

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