Conjuntos que passarão por reintegração já estão vazios

Juiz Wainstein foi quem determinou desocupação
Juiz Wainstein foi quem determinou desocupação - FOTO: Daniel Carvalho
Os apartamentos dos condomínios Solar das Hortênsias e Solar das Oliveiras, localizados no Jardim dos Fernandes, em Suzano, já foram praticamente desocupados pelas famílias invasoras, que souberam, na manhã de ontem, que haverá hoje uma reintegração de posse a ser cumprida no local por determinação do juiz Bernardo Julius Alves Wainstein, da Justiça Federal em Mogi das Cruzes.

Segundo as últimas informações, a maioria havia deixado as unidades ainda ontem - alguns pacificamente, outros após depredarem o interior dos empreendimentos - e, até o início da noite de ontem, restava apenas uma família em um dos prédios. Caminhões de empresas terceirizadas, assim como nas reintegrações de posse anteriores, iriam estar a postos para transportar a mudança dos moradores até um depósito único em Suzano, indicado pela Justiça. Também estava previsto, inicialmente, um grande aparato policial, visto que residiam nos dois condomínios mais de mil pessoas, já que eram 350 famílias distribuídas em 440 apartamentos.

O juiz Wainstein não deverá estar presente hoje à reintegração de posse, devido ao fato de os invasores já terem saído do local, porém, a desocupação será acompanhada da Polícia Militar, de agentes e oficiais de Justiça e de representantes da Caixa Econômica Federal e da MRV, para lacrar as unidades e devolvê-las para vistoria e posterior reforma, antes de serem entregues aos reais beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida". 

Wainstein, que já determinou outras duas reintegrações de posse anteriores, também em Suzano, frisou que os apartamentos foram invadidos em janeiro e que foi determinada a reintegração de posse em curto período, até devido à solicitação do departamento jurídico da MRV, que foi rápida. A defesa dos moradores chegou a solicitar possibilidade de conciliação, porém, a Caixa e a MRV já tinham sinalizado que não queriam, e o último pedido, protocolado na quarta-feira passada, também não resultou frutífero. "Esperamos que essa reintegração também seja pacífica, mas se houver qualquer outra invasão dentro da nossa jurisdição a reintegração vai ser certa", assinalou o juiz.

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