Cerca de 180 taxímetros serão aferidos até amanhã em Mogi

Taxistas já podem consultar na internet as datas dos plantões a serem realizados
Taxistas já podem consultar na internet as datas dos plantões a serem realizados - FOTO: Daniel Carvalho
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) estará em Mogi das Cruzes até amanhã para aferir os taxímetros dos veículos que atuam no município. O serviço que é realizado anualmente garante a confiabilidade dos equipamentos utilizados pelos táxis. Ao todo, cerca de 180 carros passarão pela aferição. Nesse ano, não houve reajuste nos valores cobrados pelos taxistas. A aferição dos taxímetros é realizada pelos técnicos do Ipem na rua Francisco Martins Feitosa, na Vila Lavínia.

A cada dia, 62 carros serão vistoriados pela equipe. Para atestar se o valor cobrado estava de acordo com o trajeto percorrido, um dos técnicos do Ipem percorre com os taxistas o trajeto de um quilômetro. Caso o equipamento apresente algum problema, como luz apagada ou atraso, os taxistas são encaminhados para uma oficina. Apenas depois de uma nova vistoria os taxímetros recebem o lacre e o selo de inspeção.

De acordo com o especialista em metrologia e qualidade do Ipem, Marco Antonio Salles Vasques, 99% dos veículos que passam pela inspeção estão em ordem. A vistoria realizada pelo instituto é agendada previamente pelos taxistas. "Os taxímetros têm que passar pela aferição uma vez por ano. Isso garante a confiabilidade do serviço", destacou. Atualmente, a bandeirada está R$ 5,39, a bandeira I R$ 2, 63 e a bandeira II
R$ 3,93.

O taxista Estevam Martins, de 64 anos, atua há 27 anos na área e afirma que na atual situação do País não é possível aumentar o preço. "Essa aferição é importante, pois o cliente sabe que paga exatamente pelo que utilizou. Anualmente, temos que entregar uma série de documentos para a prefeitura. O táxi é um serviço seguro. Vemos que muitas pessoas só veem a parte da economia", disse.

O taxista Clodoaldo Cardoso, 44, avaliou que a concorrência aumentou. "Atuo há seis anos como taxista em Mogi e todos os anos faço a aferição no taxímetro. O movimento caiu por causa dos aplicativos, sinto que exigem muito dos taxistas e não cobram nada dos outros", acrescentou.

Para o taxista Jorge Saito, 64, a aferição do taxímetro é uma segurança a mais aos usuários. "É importante passar pela vistoria todos os anos. Com isso, o passageiro consegue ver exatamente o valor cobrado", afirmou.

Deixe uma resposta

Comentários