Liminar suspende greve de ônibus e sindicato recorre

Representante de sindicatos, advogado Zamboto diz que manifestação vai acontecer
Representante de sindicatos, advogado Zamboto diz que manifestação vai acontecer - FOTO: Fotos: Daniel Carvalho

O juiz Bruno Machado Miano deferiu ontem à noite uma decisão em caráter liminar em uma ação civil pública ajuizada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes contra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis, para que a greve de ônibus, marcada para acontecer hoje a partir da 0 hora e durante todo o dia, seja suspensa, total ou parcialmente, sob pena de multa de R$ 500.000,00.

Em seu despacho, o juiz afirma ainda que o ato não se trata de uma greve propriamente dita, devido à falta de reivindicações, mas sim, de um protesto com características políticas. "Ora, protestar todos podemos. É consectário da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento. Mas não podemos protestar com o chapéu alheio, qual seja: com o serviço que não pertence ao sindicado, nem aos empregados e tampouco ao governo, mas sim, ao público, ao povo. É inviável protestar paralisando serviços públicos. Pior: serviços públicos essenciais", disse o magistrado em sua decisão.

Sindicato

Para Carlos Alberto Zambotto, advogado que representa vários sindicatos em Mogi e região, ele e a entidade ainda não haviam sido notificados da liminar. Entretanto, assim que a recebessem, iriam recorrer. "Temos que saber primeiro o teor da ação. Mas, com todo o respeito, é um ledo engano do juiz. Nós temos uma reivindicação, sim, que é contra as reformas e isso não vai impedir o movimento sindical de se manifestar", assegurou. "E sobre a alegação de ser uma greve 'política', não procede, muito embora, tudo seja política, desde a hora em que acordamos até a hora em que dormimos. Desde a hora em que o trigo sobe e o pãozinho também", comparou ele, afirmando que o ato será pacífico e sem ilegalidades ou abusos. 

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