Manifestação contra reformas se concentra na região central

Grupo se concentrou no Largo do Rosário e em seguida percorreu ruas da cidade
Grupo se concentrou no Largo do Rosário e em seguida percorreu ruas da cidade - FOTO: Fotos: Erick Paiatto
Representantes de vários sindicatos se reuniram no Largo do Rosário para protestar contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização. Durante a manhã, os sindicalistas criticaram as propostas que estão em votação na Câmara dos Deputados e no Senado. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar e a manifestação foi pacífica.

De acordo com os organizadores do ato, mais de 20 sindicatos participaram do protesto. O grupo se concentrou no Largo do Rosário e em seguida percorreu as principais ruas de comércio da cidade. Algumas lojas, que habitualmente abrem a partir das 9 horas, permaneceram parcialmente fechadas ou abriram depois que a manifestação foi dissipada, já no fim da manhã.

Para o professor Mario Sergio de Moraes as manifestações devem continuar no País e a situação do Brasil só deve ser resolvida em médio prazo. "Percebo que essa é a maior greve geral do País desde 1961. Será que essa não é uma resposta a um governo impopular? Será que esse governo que está sendo denunciado pelos jornais por suas falcatruas vai ter a necessária respeitabilidade para mudar a vida de todos?", indagou.

A conselheira estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Inês Paz, avaliou que a manifestação é uma forma de pressionar o governo federal contra as reformas. "Essa greve é muito importante, pois mostra que a população está cada vez mais conscientizada. Se não sairmos para as ruas, cada vez mais nossos direitos serão retirados", ressaltou. A professora afirmou que entre 70% e 80% das escolas estaduais de Mogi das Cruzes aderiram de alguma forma a paralisação.

O vereador Rodrigo Valverde (PT) participou da manifestação e afirmou que o objetivo é pressionar o governo federal contra as reformas.

Educação 

A Secretaria de Estado da Educação informou que "orientou todas as escolas estaduais a atenderem os alunos hoje (ontem). O levantamento aponta que 99% das unidades seguem em funcionamento - das mais de 5 mil escolas, 49 tiveram atividades paralisadas hoje em todo Estado. A Pasta acredita no compromisso dos professores com os alunos".