Um novo 'crime'

No novo "pacote de mudanças do mundo" está a extinção do assédio sexual. Demorou, mas estes abusos começaram a ser duramente criticados e mais vistos pela sociedade e até pela Justiça. A tendência é que o problema seja cortado pela raiz e que no futuro não tenhamos homens que assoviam um "fiu-fiu" para um mulher, assim como também não teremos mais os "encoxadores'"dos trens ou os maníacos que seguem mulheres pelas ruas.

Chegar a um meio termo é bastante complicado. O que para uma mulher pode parecer um elogio, para outra pode ser um abuso. Sem contar que pode acontecer de um homem entender errado um sorriso e pensar que ganhou o direito de fazer uma 'brincadeira'. A paquera deve ter local certo no futuro, talvez até com uma assinatura do interessado. Um aplicativo de celular ou uma rede social específica para o assunto, como é o caso do Tinder, onde pessoas se conhecem com a intenção de se relacionarem. Quase como ir numa loja comprar um produto. Você olha um catálogo e vê qual mais combina com você.

Problemas do mundo moderno que precisam de novas regras. Aqui pelo Alto Tietê, como em vários locais do Brasil, o assédio sexual e o estupro acontecem em grande quantidade. São várias mulheres vítimas de tarados, maníacos ou ex-maridos revoltados. Muitas delas acabam mortas, feridas ou estupradas. E além disso, os filhos sofrem fortemente as consequências destes atos.

Nos programas de televisão ou vídeos do Youtube começaram a ser divulgadas cenas de mulheres sendo assediadas por homens nas ruas. É realmente chocante a quantidade de provocações que elas recebem, das mais variadas, desde canções românticas até convites sem escrúpulos. Em alguns países da Europa, para se ter uma ideia, existem vagões exclusivos apenas para mulheres nos trens, com o objetivo de evitar o assédio. No Brasil, alguns projetos do tipo já estão em trâmite.

Esta semana, um professor foi parar na delegacia após ter assediado uma aluna em Suzano. Foi um dos primeiros casos do tipo a ganhar repercussão na região. Antes disso, só virava notícia casos de estupro, pedofilia ou de maníacos que tentavam atacar pessoas nas ruas. Agora, o problema está sendo detectado na raiz, na suposta paquera, no início das provocações e dos convites.

Daqui para frente, os homens terão de repensar suas formas de ver e falar com as mulheres que lhes despertem algum interesse. A tendência é que a iniciativa parta delas, até porque as formas de abordagens dos homens, como visto nos vídeos, nem sempre são respeitosas.