Páscoa

Na semana que se inicia, celebramos a Semana Santa, quando lembramos a Paixão de Jesus, a dor de Sua morte na cruz, na sexta-feira, e a comemoração de Sua ressurreição, no domingo de Páscoa.

Estes eventos, juntamente com o Natal, quando celebramos o nascimento de Jesus, formam, sem dúvida, as principais datas da tradição cristã. O Natal abre o ciclo de vida de nosso maior mestre e a Páscoa o encerra.

Aprendemos muito, em nossa formação religiosa - cristã - ocidental sobre estes eventos, sobre a vida de Jesus, sobre as curas que realizou e as pregações que fez, ou seja, nos ensinam Sua história, Sua biografia e Sua santidade como filho de Deus e nosso salvador que se deixou imolar para nos salvar de nossos pecados para que alcancemos a vida eterna.

Porém, aprendemos muito pouco sobre o verdadeiro significado de Sua vida, de Suas ideias e, principalmente, de Sua práxis humana. Temos muito pouca noção sobre o verdadeiro sentido da vida de Cristo e da salvação que Ele nos legou com Sua entrega pacífica à morte humilhante, como um criminoso, para nossa redenção.

Infelizmente, nossa sociedade não entendeu que os inimigos que Jesus combateu e que o levaram à morte são os mesmos que ainda imperam em nossas vidas e constituem os pecados dos quais Ele quer nos libertar, não com esta morte dolorosa, mas com os exemplos de Sua vida gloriosa: O egoísmo, a maldade, a cobiça, o poder, a ganância e todas essas coisas que fazem com que nos fechemos cada vez mais em nós mesmos e nos distanciemos uns dos outros.

Reclamamos de nossos governantes, da mesma forma que na época de Jesus, sem perceber que são nossos espelhos, criados e justificados por nossa visão de mundo e, quando Jesus se apresenta como opção, não é para substituí-los, mas para negá-los e a tudo o que representam, então, nós, por não entendermos esta opção, o matamos.

Ainda há muito que gostaria de falar sobre este assunto, porém, nosso espaço é pequeno, então, fica aqui esta reflexão e meus votos de Feliz Páscoa.

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