Páscoa

Estamos na semana da Páscoa, comemoração que podemos afirmar ser a mais importante do cristianismo, pois é aquela que arrazoa seu fundamento baseado exatamente na crença de que Jesus Cristo, Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou pela salvação da humanidade.

Lembro-me de tempos em que a semana da Páscoa era aguardada com muita expectativa, onde o feriado não era um dia para viagens e churrascadas, mas sim da alegria da fé, tão valiosa como fundamento familiar. Hoje, tenho dúvidas se até a satisfação pelo feriado em si está empolgando alguém... Parece que se perdeu a fé em tudo e o amor vem congelando, e não se trata no caso de visão restrita só ao cristianismo.

Respeito à livre convicção das religiões e seus adeptos, pois isto é o que a democracia e o bom senso recomendam e que aprendi com meus pais. Aliás, o respeito ao próximo, sua fé, seu modo de pensar, dispensaria quiçá até a severidade da lei, e o que as religiões apregoam é sempre a mensagem da paz, conciliação e amor, o que nos parece estar em falta, pois o radicalismo de muitos, o ódio contra tudo e todos, inclusive contra a liberdade de crença, de opção política, filosófica ou social, dentre outras, vem corroendo gradativamente o mundo.

Pobre humanidade sem fé e cada vez mais sem graça... Comparativamente a décadas atrás, cada semana de Páscoa - ou mesmo Natal - que antes era fé pulsante e reencontro individual e familiar com Deus, hoje parece nada significar. Tempos atuais de incredulidade geral e da ausência do amor, parecem retirar até mesmo a esperança.

O apóstolo Paulo, apontando a importância do amor, enaltecido pelo saudoso cantor Renato Russo em sua canção "Monte Castelo", escrevendo sua carta aos cristãos da antiga Corinto, referiu em frase lapidar que há três coisas que permanecem: a fé, a esperança e o amor, porém a mais importante, é o amor.

Páscoa é assim sinônimo do amor divino pela humanidade, e para experimentá-lo basta que possamos dar uma chance a este amor em nossas vidas, o que, por certo, ajudaria a fazer um mundo muito melhor. Pensemos nisto...

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