E o mundo, como vai?

Na primeira fase do capitalismo, vivida na época da Primeira Revolução Industrial (final do século XVIII). Os trabalhadores eram submetidos a jornadas de trabalho extenuantes e em condições de absoluta precariedade, tudo isso em nome da principal essência do capitalismo, ou seja, o lucro.

Esses trabalhadores eram camponeses desamparados pela falência do modo de produção feudal e que se viam obrigados a trabalhar naquelas indústrias nascentes, com jornada de trabalho diária de 16 horas ou mais, em ambientes insalubres, fechados e convivendo com o risco permanente de mutilações e doenças. Isso sem contar que mulheres e crianças também eram comumente exploradas da mesma forma.

Pois bem. Já estamos quase na metade da segunda década do século XXI e, por mais que a humanidade venha vivenciando inúmeras e profundas transformações, em muitos aspectos, parece que ainda não nos libertamos do passado.

Com todo desenvolvimento tecnológico alcançado nos últimos cem anos, ainda compartilhamos de um mundo formado por poucos que muito têm e muitos que nada possuem. Segundo a ONU uma em cada oito pessoas no mundo passa fome. Estamos falando de quase 850 milhões de seres humanos.

Nos países mais pobres, além da fome que costuma ser arrasadora, uma série de doenças abatem parcelas significativas de suas populações. Doenças como dengue, tuberculose, malária e chagas estão entre as principais causas de mortalidade no mundo.

Apesar desse quadro, estudo publicado na revista científica "The Lancet" sobre a produção de medicamentos e vacinas mostra que a indústria farmacêutica ignora essas doenças que são típicas de países pobres. Entre os 850 novos remédios e vacinas aprovados nos últimos 15 anos, somente 4% eram voltados às doenças conhecidas como negligenciadas. A tecnologia está a serviço da indústria farmacêutica que investe em medicamentos para mercados lucrativos.

Pode ser que combater doenças epidêmicas não seja lucrativo. Mas o controle e a erradicação dessas doenças é um lucro social imenso para toda humanidade.

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