Bullying

O que mais se tem comentado nas últimas semanas nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp e em rodas de conversa é a série que estreou nos últimos dias, 13 Reasons Why, ou, em português, Os 13 Porquês. A série, que é dividida em 13 capítulos, gira em torno de uma estudante que se mata após uma série de falhas culminantes, provocadas por pessoas selecionadas dentro de sua escola.

A nova série da Netflix traz à tona um relato autêntico do conturbado período que é a adolescência. Depois de sofrer abusos físicos, sexuais e psicológicos, Hannah Baker, de 17 anos, vê-se destruída a ponto de enxergar apenas uma solução para seus problemas: pôr fim à própria vida.

Quando estamos na escola, muitas vezes, aquele colega que é mais quieto, na dele ou tem algum traço que o diferencia dos outros já se torna motivo de chacota, colocam apelidos e a situação tende a se agravar ainda mais quando isso é repassado para alunos de outras salas, piorando e envergonhando ainda mais a pessoa.

Mas a desculpa para muita gente é: "Ah, é só uma brincadeira, não estamos fazendo por mal". E é aí que se engana, pois muitas vezes a pessoa que está sofrendo o bullying finge não se importar, mas lá no seu interior ela está sofrendo, o que pode acarretar em uma série de problemas emocionais, mentais ou até mesmo em suicídio, como acontece no seriado.

A reflexão que fica é: Será que era mesmo necessário que houvesse uma produção audiovisual de uma série que retrata o sofrimento de uma adolescente que sofria bullying na escola para que as pessoas notassem que isso é coisa séria e não se brinca com as emoções alheias?

O que muitas vezes falta hoje é a empatia com o próximo. Nós nunca sabemos o que de fato uma pessoa está vivendo com ela mesma ou dentro de casa, então é nosso dever sermos, ou pelo menos tentarmos ser, mais pacientes, mais amigáveis e entender o lado do outro, que também é ser humano como nós, de músculo, carne, osso e, sobretudo, com sentimentos!

Deixe uma resposta

Comentários