Complexidade desnecessária

Tenho afirmado, recorrentemente, que a principal saída para o Brasil dessa crise econômica é a produção, especialmente, se for com alta produtividade, qualidade e bom custo.

Indiquei produção e não, retomada da produção, pois entendo que precisamos ultrapassar os níveis anteriores, de forma que o país cresça, recuperando-se, efetivamente e, lá na frente, encontrando lugar de destaque na economia mundial.

Então, pergunto: as empresas são capazes disso? Sem nenhuma dúvida, tanto que uma parte, competente, competitiva e que tem lastro e estrutura, tem-se mudado para o exterior, onde alcança, em regra, sucesso. Mas o que dificulta a produção local?

Bem, esta resposta seria longa e complexa para uma abordagem metafísica, mas vamos tentar nos ater apenas ao momento, considerando as regras escritas vigentes que interferem na produção, desde sua permissão inicial, passando pela operação total até chegar ao final do processo.

Enquanto abrimos uma empresa nos Estados Unidos, em dias, na média, e a partir de informações, algumas declarações do empresário e baixo custo, no Brasil, não conseguimos cumprir todas as burocracias previstas antes de meses, podendo chegar a semestre ou ano, dependendo do ramo de atividade. São mais de quinze etapas com muita burocracia e alto custo, só para começar a operar!

Se a operação lá é segura e simples, aqui é complexa, incluindo exigências que demandam impressionante dispêndio de tempo, energia e dinheiro: a IOB e outros estão aí para mostrar aos contadores as inúmeras modificações periódicas que há no trato tributário e fiscal brasileiro, de forma que, no fim desse caminho, ainda há insegurança e erro, a partir da diversidade de interpretações, tanto por parte do setor privado, quanto do próprio setor público: absurdo!

Fechar empresas é só sofrimento e desalento. Para mim, por isso tudo não fazer sentido, só pode significar que nosso governo não quer um meio empresarial geral seguro, fluente e produtivo! O que fazer para que passe a querer?

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