Familiares de jovem morta a facadas querem justiça

Parentes e amigos da moça, assassinada em 2013, fizeram protestos anteontem
Parentes e amigos da moça, assassinada em 2013, fizeram protestos anteontem - FOTO: Erick Paiatto
Familiares e amigos da atendente de telemarketing, Keila Jane dos Santos, morta a facadas em 2013, aos 23 anos, estiveram ontem em frente ao Fórum de Mogi das Cruzes para pedir a condenação do companheiro dela, Ednilson de Toledo Castilho, 36, com quem a vítima teve três filhos. O julgamento começou às 13 horas.

Até o fechamento desta edição, o caso ainda corria no Tribunal do Júri. O pai da vítima, Edilson Pereira dos Santos, 49, conversou com a reportagem durante as pausas do julgamento. Segundo ele, pouco antes das 17 horas, o promotor de Justiça e o advogado da família da jovem iriam realizar alguns debates junto do acusado.

Já perto das 21h30, haveria outra sessão de debates, desta vez com as réplicas de todos os envolvidos no julgamento. Na manhã de hoje, o resultado da ação deve ser conhecida e caso seja condenado, Castilho pode pegar de 12 a 30 anos de prisão por homicídio qualificado.

O assassinato

Keila foi morta em 17 de outubro de 2013, na casa onde morava, na rua João José de Araújo, no bairro de Quatinga, em Mogi. Ela foi atingida por sete golpes de faca, na frente dos três filhos. O mais velho, na época com 7 anos, foi quem chamou o avô para que atendente fosse socorrida.

Castilho foi detido dois dias depois do crime pela Polícia Militar, enquanto caminhava pela avenida Lourenço de Souza Franco, em Jundiapeba. Ele confessou ter esfaqueado Keila, no entanto, disse que não sabia que ela tinha morrido.

Durante a reconstituição do caso, ocorrido um mês depois do homicídio, Castilho mostrou como tudo teria ocorrido. Na época ele alegou que a esfaqueou porque não aceitava a separação proposta por Keila.

Deixe uma resposta

Comentários