Assassino de Keila é condenado à 23 anos de prisão

Parentes e amigos da moça, assassinada em 2013, fizeram protestos anteontem
Parentes e amigos da moça, assassinada em 2013, fizeram protestos anteontem - FOTO: Erick Paiatto
Após mais de dez horas de julgamento, ocorrido no Tribunal do Júri de Mogi das Cruzes, durante o dia de anteontem, a Justiça condenou Ednilson de Toledo Castilho, de 36 anos, a 21 anos de prisão em regime fechado. De acordo com o processo, ele matou com sete facadas a operadora de telemarketing Keila Jane dos Santos, na época com 23 anos, com quem tinha um relacionamento e três filhos.

O pai da jovem, Edilson Pereira dos Santos, 49, conversou com a reportagem ontem à tarde e falou do alívio que sentiu quando a sentença foi proferida. "Eu fiquei três anos com essa dor, mas quando houve a decisão me senti tão aliviado que me ajoelhei ali mesmo, no tribunal".

Agora, com Castilho preso por um bom tempo, Santos revelou que poderá continuar tocando a vida sem preocupações. "Posso trabalhar mais tranquilo porque sei que o Edinilson vai ficar mais de 20 anos na prisão. Sei que ele não irá aparecer a qualquer momento na minha casa para tentar alguma coisa com minha família ou querer levar meus netos".

Embora todo o processo caminhasse para a condenação do acusado, o pai de Keila confessou ter ficado com medo de que Castilho saísse livre do julgamento. "Acreditei que isso pudesse ocorrer por causa dos antecedentes dele: estava trabalhando, tinha residência fixa. Mas o testemunho de uma amiga da minha filha mexeu com todos no tribunal".

Peça chave

Ouvida durante o julgamento, a amiga de Keila contou que também era confidente, e guardava todos os segredos da jovem que nem o pai conhecia. "No depoimento dela muita gente chorou, inclusive alguns membros do júri. Tinha coisas que nem eu sabia, como o de uma vez que ela apanhou do Edinilson. Minha filha conversava com ela e depois dizia 'tudo que te falei, não é para contar para ninguém. As duas tinham uma amizade muito grande'".

No final do julgamento, o magistrado que presidiu a sessão ainda mandou desarquivar um processo contra Castilho sobre abuso sexual contra a menor de idade. Se esse caso for levado adiante, a pena dele poderá ser ainda maior.

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