Correios entram em greve às 22 horas

Os funcionários dos Correios devem entrar em greve a partir das 22 horas de hoje por tempo indeterminado, segundo informou o sindicato da categoria. Às 19 horas, uma assembleia será realizada para oficializar a paralisação em todo o Brasil incluindo, aproximadamente, 20 mil trabalhadores da Grande São Paulo e dos municípios do Alto Tietê.

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares de São Paulo, Região da Grande São Paulo (Sintect-SP) alega déficit de 4 mil funcionários na região em que abrange, incluindo também o Alto Tietê. "A empresa não realiza concurso público desde 2011. A situação gerou acúmulo de serviço e sobrecarga entre os funcionários", afirmou o diretor de imprensa Douglas Nelo. "Os Correios ainda cancelaram férias dos trabalhadores até abril de 2018", disse.

De acordo com Nelo, o presidente do Sintect, José Aparecido Gandara, foi a Brasília juntamente com toda a classe sindical para apresentar as reivindicações e uma nova negociação.

Na próxima sexta-feira, dia 28, todas as categorias trabalhistas vão aderir a paralisação e manifestações em protesto contra a reforma Previdenciária. As agências dos Correios anteciparam a paralisação alegando outros motivos e reivindicando melhores condições de trabalho. Os serviços não têm previsão de quando serão normalizados nas agências da região e de todo o País. "A greve seguirá por tempo indeterminado", afirmou Nelo, destacando que a falta de contratações sobrecarregou os funcionários e os Correios adotaram um sistema alternado de entregas, que prejudica as empresas e a população que aguarda cartas e demais encomendas, mas acabam recebendo com atraso.

Nelo ainda enfatizou o fato de a empresa alegar problemas econômicos. "Os Correios falam que estão em crise, mas tiveram o maior faturamento da história em 2016 (R$ 20 bilhões). E eles alegam prejuízos. A conta não está batendo. Até porque esse é um dos ramos mais promissores", avaliou.

Situação delicada

Por outro lado, os Correios afirmam que a situação financeira da agência é delicada. "Nos últimos dois anos, a empresa vem adotando medidas de redução de despesas e aumento de receitas, buscando sua sustentabilidade financeira, a melhoria da gestão e o bom atendimento à população", esclareceu, por meio de nota.

Sobre possíveis contratações, a empresa afirmou que não há previsão de realizações de concursos públicos. "Somente entre 2006 e 2015, a folha de pagamento da estatal aumentou de R$ 4,5 bilhões para R$ 13 bilhões. Com isso, os custos trabalhistas subiram de 49% para 62% dos gastos total", justificou.

Os Correios adiantaram que será iniciado um plano de contingência para minimizar os impactos negativos aos clientes, caso o Sintect decida pela paralisação. (F.F.)

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